sexta-feira, 16 de setembro de 2016

15.09.2016 - MULHOUSE


Programamos uma parada em Mulhouse tendo em vista que o serviço de meteorologia prevê chuvas e queda de temperatura. Então o programa é visitar museus. Mulhouse conta com três museus famosos: do automóvel, do trem e da tecelagem. Prioritariamente vamos visitar o primeiro e em havendo tempo visitaremos os outros.

Quem é aficcionado por automóveis certamente vai adorar conhecer o Museu do Automóvel Schlumpf também conhecido como Cité de l’Automobile.




O local ocupa mais de 25.000 m², contendo mais de 400 modelos históricos e recebe mensalmente milhares de visitantes ávidos por conhecer melhor a história do automóvel. O visitante fica maravilhado com o que vê. Uma verdadeira viagem no tempo.


















Deixei por último esta Ferrari que pilotada por Mário Andretti no Grande Prêmio da Africa do Sul de 1971.

A história do maior museu de automóveis do mundo é no mínimo curiosa, após o término da 2ª Guerra Mundial, dois irmãos Fritz e Hans Schlumpf, ambos empresários textêis, ricos, bem sucedidos com os negócios em pleno vapor e com uma paixão incomensurável por automóveis, começam a colecionar automóveis.

Fritz  Schlumpf era apaixonado pelo famoso Bugatti e apaixonado por corridas de carros, em razão disto Fritz e seu irmão mais velho Hans decidiram colecionar carros. Fritz  Schlumpf não media esforços para aumentar a sua coleção, não se importando de pagar 10 vezes mais o preço que um carro valia somente para ter seu desejo satisfeito.

Em 1967 os irmãos tinham cerca de  105 Bugattis em sua coleção. A consequência de tantas extravagâncias  não teve um final feliz, no final de 1960 a empresa começou a entrar em crise, os funcionários começaram a se rebelar reinvidicando aumento de salários, e diante das notícias de que os irmãos  Schlumpf gastavam fortunas na coleção de carros, a situação foi se agravando e  os irmãos  Schlumpf  foram obrigados a declarar falência.

Atualmente após muitas aventuras e desventuras o Museu do Automóvel Schlumpf hoje é  mantido por inúmeros parceiros públicos e privados. O certo é que graças a loucura e megalomania dos irmãos Schlumpf é que hoje é possível se ter acesso a  história do automóvel no mundo. (Fonte: bigviagem.com)

Finda a visita nos demos uma pausa para o almoço e um breve descanso para depois visitarmos o Museu da Impressão Sobre Tecidos, localizado a menos de duzentos (200) metros do nosso hotel.




Seu a acervo possui mais de 6 milhões de documentos têxteis do século XVIII até hoje, e mantém desde sempre relações privilegiadas com a criação contemporânea. Pôr em relação a riqueza de um passado industrial e a criatividade, o “saber fazer” de grandes costureiros contemporâneos é uma das grandes orientações do Museu da Impressão.



Para quem é "ligado" na indústria têxtil, este realmente é um prato cheio.

Como a chuva anunciada ainda não veio, e com a temperatura baixando razoavelmente, preferimos deixar a visita do museu do trem para outra oportunidade e fomos conhecer um pouco do centro histórico da cidade, que é bastante interessante.




Ao final da tarde passamos pela Gare, que fica bem perto do nosso hotel, onde compramos passagens para Basel ou Basiléia, na Suíça.


Cumprida mais uma etapa, só nos resta jantar e descansar para estarmos em forma no dia de amanhã.

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