terça-feira, 10 de outubro de 2017

UM FREIO NA MARATONA DE JOÃO DÓRIA


Charge do Sandro
Datafolha, um freio na maratona de João Dória no rumo do Planalto
Pedro do Coutto

Pesquisa do Datafolha, publicada neste domingo, pela Folha de São Paulo, reportagem de Igor Gielow, revela que 55% não votariam no prefeito João Dória para Presidente da República nas urnas de outubro de 2018, enquanto 18% apoiariam uma candidatura sua. O levantamento do Datafolha realizado nos dias 4 e 5 de outubro, sem dúvida representa um freio na campanha do prefeito para se tornar o candidato do PSDB à sucessão. Para 45%, o candidato dos Tucanos deveria ser o governador Geraldo Alckmin, maioria, portanto, que se choca contra o rumo assumido por Dória.

De outro lado, a sua administração, que era aprovada por 41% em junho, caiu para 32 pontos neste mês. Uma queda acentuada que coloca em confronto as promessas de campanha e sua realização de fato. Este problema não é só de João Dória. Ele assinala a diferença entre o candidato e o governante.

VIAGENS DEMAIS – Nas campanhas, os candidatos costumam prometer tudo. À frente, das administrações realizações concretas são poucas. No caso de João Dória 77%, são contrários as viagens que realiza pelo país participando de atos políticos. O resultado dos números do Datafolha ilumina a área de sombra entre a fantasia e a realidade.

Não adianta culpar os eleitores pelo desempenho dos candidatos eleitos. Os eleitores e eleitoras são as vítimas da contradição, não os culpados. O povo tem que votar em alguém. Os candidatos é que têm a responsabilidade de cumprir as promessas que fizeram ao longo das campanhas. Se não cumpriram o que deles se esperava, os prejuízos recaem sobre o povo. A população, no caso, é vítima do engodo, não lhe cabendo a culpa por desastres como os que atingiram a ex-presidente Dilma Rousseff no seu segundo mandato e atingem o presidente Temer na primeira metade de sua atuação.

Lembro manifestação de apoio de Getúlio Vargas ao general Eurico Dutra na eleição de 2 de dezembro de 45: “Apoiamos sua campanha, apoiaremos seu governo, sempre que o presidente cumprir as promessas do candidato”. Esta é a questão essencial da política. As palavras e os fatos.

Fonte: Tribuna da Internet

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