domingo, 10 de janeiro de 2021

MEMÓRIA ESPORTIVA

MEMÓRIA ESPORTIVA

Saí de Caxias há quase quarenta anos. Na medida do possível acompanho as notícias da terra natal através do jornal O Pioneiro. Há alguns anos atrás, como que relembrando o passado, foi publicada uma matéria sobre um amistoso entre o Corinthians paulista e o Grêmio Esportivo Flamengo. O placar, segundo o jornal, foi de 4x0 para o Timão.

Como eu estava presente na Baixada Rubra, postei um comentário para dizer que o placar correto era de 4x1, no que fui contestado por alguém da redação. Tornei a comentar para dar detalhes sobre o jogo, mas mesmo assim ninguém se preocupou em checar um possível erro do jornal. Ao contrário, se o jornal da época afirmava o resultado como sendo 4x0, tratava-se de informação correta. 

Algum tempo depois, encontrei o saudoso amigo e compadre Paulo Cancian. Com ele estava o fotógrafo Vasco Rech. Pois o Rech, indagado por mim, confirmou a minha versão. Para mim era o que bastava. Não era meu propósito polemizar pelo mero prazer da polêmica. 

Passaram os anos e eis que encontro no Facebook uma página sobre a história do clube paulista e uma matéria sobre o jogo realizado em Caxias, confirmando os meus comentários endereçados ao jornal.

Com apenas dez (10) anos de idade eu estava no estádio, levado pela mão de um primo meu, torcedor do Flamengo, que assim neutralizou as investidas do meu pai para torcer pelo rival EC Juventude. 

Lembro perfeitamente de uma defesa espetacular do goleiro Gilmar, defendendo um potente chute do Nilo, o centroavante do time da casa. Não foi apenas uma defesa. Foi uma "ponte" sem espalmar a bola como é tão comum nos dias de hoje. Segurou a pelota no ar e caiu com ela firme em suas mãos. Gilmar não jogou o segundo tempo. Em seu lugar entrou o reserva Russo.

O placar já estava definido - 4x0 para os visitantes, quando foi assinalada uma penalidade máxima. Cangerê, um ponteiro-esquerdo vindo do futebol carioca, foi escalado para a cobrança e o fez com perfeição. Cangerê vibrou com o gol marcado como se fosse 1x0 em final de campeonato. Detalhe: o gol aconteceu na goleira da entrada do estádio.

Apenas estranhei que a cobrança pelo Cangerê, pois o batedor oficial de pênaltis do Flamengo era o zagueiro Ghizzoni. 

Pelo relato, na época o meu HD mental estava com muito espaço e os fatos de então permanecem nítidos na minha memória.

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