terça-feira, 30 de novembro de 2021

ZÉ GOTINHA CONTRA ÔMICRON

ZÉ GOTINHA CONTRA ÔMICRON
Pedro Hallal

Depois de vencer o cabo de guerra contra a variante delta, nosso herói Zé Gotinha se prepara para um novo desafio

Nos primeiros meses de 2021, depois de devastar a cidade de Manaus, a variante gama (antes conhecida como P.1.) avançou pelo território brasileiro e manteve a média móvel de óbitos ao redor de 2.000 mortes por dia, durante várias semanas. O Brasil perdeu centenas de milhares de vidas num espaço curto de tempo.

Naquela época, nosso herói Zé Gotinha praticamente não conseguia nos defender. Boicotado pelo próprio Ministério que o tornou um herói nacional, Zé Gotinha nada pôde fazer para evitar que o país fosse derrotado pela variante gama. A vacinação começou no final de janeiro no país, mas nos primeiros meses, ocorreu em contas gotas, devido à negligência do Governo Federal em adquirir as vacinas durante o ano de 2020.

Lembro como se fosse hoje: o Brasil recém se recuperava da devastação causada pela variante gama e o mundo passou a noticiar a descoberta da variante delta. O número de casos explodiu em alguns lugares, inclusive em países onde a vacinação tinha começado antes do Brasil. Naquela época, alguns pesquisadores brasileiros previram o pior: o Brasil será devastado pela variante delta. Alguns chegaram a imaginar que o Brasil poderia alcançar a marca de 5.000 mortes por dia.

Lembro que fui voz dissonante.

Manifestei minha percepção de que seria travado um cabo de guerra, uma verdadeira batalha, entre a vacina e a variante. De um lado nosso herói Zé Gotinha, que naquela época já vinha honrando sua história, distribuindo vacinas para uma grande parcela da população brasileira. Do outro lado a variante delta, a vilã. Uma variante mais transmissível do que o vírus original.

Passados alguns meses, dá para dizer que nosso herói conseguiu vencer o cabo de guerra contra a variante delta. A média móvel de óbitos seguiu diminuindo e hoje mantém-se abaixo de 300 mortes por dia. Nosso herói Zé Gotinha voltou a ser celebrado por quase toda a população brasileira, num país em que 95% das pessoas querem se vacinar contra Covid-19.

O movimento anti-vacina flopou vergonhosamente no Brasil. Entre notícias falsas, propinas, chifres e vídeos banidos, os vilões foram sendo derrubados, um a um, pelo nosso herói Zé Gotinha.

Agora o nosso herói se prepara para uma nova batalha. Depois de derrubar a variante delta e os negacionistas, nosso herói precisará enfrentar um novo vilão: a variante ômicron.

A ciência ainda dispõe de poucas informações sobre o nosso vilão. Um gráfico amplamente compartilhado mostrou que a nova variante tem um potencial de contaminação enorme, fazendo com que a curva de contágio pareça o lançamento de um foguete. Por outro lado, dados preliminares sugerem que a variante ômicron possa ser menos agressiva do que as versões anteriores do vírus. Ainda não se tem dados precisos sobre o comportamento do ômicron em relação às vacinas contra Covid-19.

Assim como nos ensinou o treinador do Palmeiras, Abel Ferreira, conhecer o adversário é essencial para quem planeja ter sucesso numa batalha. Nós, pesquisadores vamos fazer a nossa parte, tentando produzir informações sobre a nova variante rapidamente. E as entregaremos na mão do Zé Gotinha, nosso herói nacional, para usá-las em sua batalha contra o nosso vilão.

Sigo otimista, embora com um pouco de receio.

Fonte: Folha de S. Paulo
Uma vasta memória não faz um filósofo, assim como um dicionário não pode ser chamado uma gramática. (John Henry Newman, clérigo inglês, 1801-1890)

LUGARES

(Treviso - Itália)

ROMANCE FORENSE

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Charge de Gerson Kauer

Pensão alimentícia pra cachorro

A mulher ingressa com ação de separação e requer liminarmente pensão para si, até que consiga emprego. Pede também que seja ordenado ao varão que retire da residência dois cães de caça que lá deixara, ou que a juíza autorize a venda ou a doação dos animais.

Segundo a petição, "os bichos estão, junto com a mulher, passando necessidades".

O homem - embora separado e já morando com outra companheira - mantivera os cachorros na casa, para ter uma desculpa de frequentar o lar da ex. Quando esta cansa das “visitas”, surgem as discussões e ele deixa de, espontaneamente, prestar alimentos. Também não fornece mais a ração dos cachorros.

Ele contesta, alegando “não ter para onde levar os cães, ainda mais considerando que um deles está doente". Deixa a decisão sobre o destino dos cachorros "ao prudente arbítrio de Vossa Excelência, tanto mais que os animais têm a proteção da legislação ambiental".

Em audiência, a magistrada expressa que "cachorro é como filho, tem-se que cuidar pelo resto da vida". Mas não há acordo.

Ocorre, então, decisão indeferindo o pedido de pensão alimentícia à ex-mulher e de retirada dos cães. Acolhida a ponderação do varão de que não tem para onde levar os animais - e, diante da situação de penúria da ex-mulher, que alega "não poder alimentar nem a si mesma" - a juíza determina ao varão, a prestação de alimentos ´in natura´ aos animais: "30 quilos mensais de ração canina de boa qualidade".

"Infelizmente a mulher não recebeu o mesmo cuidado, porque há uma tendência das juízas em decidirem contra as mulheres" - é um dos argumentos do agravo de instrumento.

Antes do julgamento do recurso, os advogados obtêm a conciliação das partes. O homem doa os animais a um amigo caçador e aceita pagar dois salários mínimos mensais de pensão à ex-cônjuge.

Perde-se, assim, a possibilidade de saber se - confirmando a decisão - o TJ criaria o primeiro precedente jurisprudencial de pensão canina.

Fonte: www.espacovital.com.br

FRASES ILUSTRADAS

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

ÔMICRON X OMÉGA

ÔMICRON X OMÉGA
José Horta Manzano

Uma das características dos vírus é ter mutações frequentes, até em ritmo diário. O corona, causador da atual epidemia, não escapa a essa realidade. Cientistas do mundo inteiro transmitem à OMS as informações sobre as novas cepas de covid-19. Elas são então catalogadas e recebem um nome. A denominação é geralmente um código complicado, difícil de memorizar, composto de letras e números, não apropriado para difusão entre o grande público.

Toda cepa de periculosidade maior, que representa ameaça importante para o homem, tem direito a receber um nome especial. No caso do vírus que causa a covid-19, ficou decidido dar, a essas cepas perigosas, nome seguindo o alfabeto grego. Isso evitou dar-lhes o nome do país onde haviam surgido, o que podia ser estigmatizante.

A variante B.1.1.7, que foi primeiro identificada na Grã-Bretanha e que estava sendo chamada de “variante britânica” tornou-se Alfa. A cepa B.1.351, que apareceu na África do Sul, virou Beta. A variante P.1, chamada no princípio de “variante de Manaus” ou “variante brasileira”, tornou-se Gama. E assim por diante.

A série de cepas preocupantes, que começou em Alpha, já correu boa parte do alfabeto (Épsilon, Zeta, Eta, Theta, iota, Kappa, Lambda, Mu, Nu, Xi) e acaba de chegar ao Ômicron, que é a 15ª letra.

É curioso notar que o alfabeto grego tem as letras Ômicron e Oméga (que é, aliás, a última da lista). Ambas são de origem antiquíssima: provêm do alfabeto dos fenícios e, procurando mais longe, desconfia-se que derivem de certos hieróglifos egípcios.

Ômicron, “o pequeno” ou “micro o”, é composto de o + micron. Oméga, “o grande” ou “mega o”, é composto de o + mega. Essas partículas gregas são usadas frequentemente em nossa língua com o mesmo sentido de “grande” ou “pequeno”: megaevento, megaestrutura, microempresário, microfibra.

Esperemos que Ômicron faça jus a sua partícula e não nos cause senão “microperigos”. Em matéria de “megaproblemas”, já temos um híper, incrustado lá no Planalto. Já basta.

Fonte: brasildelonge.com
No idioma está a árvore genealógica de uma nação. (Samuel Johnson, poeta inglês, 1709-1784)

LUGARES

(Parque Nacional del Gran Sasso)
O Gran Sasso (italiano para pedra grande) é um maciço localizado na região de Abruzzo, na Itália central. Também é a peça central do parque nacional chamado Parco Nazionale del Gran Sasso e Monti della Laga (estabelecido em 1991). As cidades mais próximas são Téramo e L'Aquila. O pico mais alto de Gran Sasso é Corno Grande, com 2 912 metros de altitude.

Na base dos picos está a extensa planície Campo Imperatore, conectada com as vilas de esqui de Prati di Tivo e Fonte Cerreto via teleféricos e estradas que ficam fechadas no inverno. Um hotel em Campo Imperatore é um famoso local onde o ditador italiano Benito Mussolini foi aprisionado no verão de 1943 até seu resgate por Otto Skorzeny e comandos alemães que aterrissaram de asa delta em 12 de setembro. A planície também é o local da estação do Campo Imperatore do Observatório de Roma, de onde a Busca de Objetos Próximos à Terra de Campo Imperatore e outros estudos astronômicos são conduzidos. (Wikipédia)


SACANAGEM

Martha MedeirosMartha Medeiros

Esta é a semana dos namorados, mas não vou falar sobre ursinhos de pelúcia nem sobre bombons. É o momento ideal pra falar de sacanagem.

Se dei a impressão de que o assunto será ménages à trois, sexo selvagem e práticas perversas, sinto muito desiludi-lo. Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente.

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é racionado nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais rápido.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Ninguém nos disse que chinelos velhos também têm seu valor, já que não nos machucam, e que existem mais cabeças tortas do que pés.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que poderíamos tentar outras alternativas menos convencionais.

Sexo não é sacanagem. Sexo é uma coisa natural, simples - só é ruim quando feito sem vontade. Sacanagem é outra coisa. É nos condicionarem a um amor cheio de regras e princípios, sem ter o direito à leveza e ao prazer que nos proporcionam as coisas escolhidas por nós mesmos.

Fonte: Facebook

FRASES ILUSTRADAS

domingo, 28 de novembro de 2021

A GRANDE DERROTA DE BOLSONARO

A GRANDE DERROTA DE BOLSONARO
José Horta Manzano

Desde que a pandemia tomou conta do mundo, Bolsonaro não perdeu ocasião de desdenhar. Chamou-a de gripezinha. Assegurou que, com dois ou três comprimidos de cloroquina, a questão se resolvia. Zombou do povo que o elegeu ao nos tratar de maricas. Mandou que todos se juntassem e se esfregassem, que era pra pegarem a doença, eliminando, ao final, os mais frágeis – todo o mundo tem de morrer mesmo, não é? Antivax desde o primeiro momento, segurou quanto pôde a compra das vacinas. Tentou frear a produção do Butantan porque, politicamente, não lhe convinha.

Mas há uma justiça. O preço da vitória – 600 mil mortos – foi elevado, mas o Brasil acabou vencendo. Bolsonaro perdeu. Ele queria chegar à imunidade coletiva (ou “de rebanho”, expressão que ele prefere) sem aplicação de vacina. Na sua cabecinha tosca, a doença eliminaria os fracos e deixaria os robustos, num arremedo de eugenismo tropical.

Sua estratégia não deu certo. Na sua biografia, estarão para sempre gravados os mortos e o epíteto de genocida. E a vacina foi aplicada. Graças ao trabalho de governadores menos obtusos que o capitão e graças ao empenho de todo o pessoal da área de saúde, o Brasil já vacinou integralmente mais da metade de seus habitantes. Apesar da inépcia de um Pazuello, aquele que, em matéria de saúde pública, entrou sem saber e saiu sabendo menos ainda.

Segundo a contabilidade global de vacinação contra a covid-19, atualizada em 25 de novembro, o Brasil aparece em honrosa posição, com 60,4% da população completamente vacinada. Está até melhor que os EUA, que só vacinaram 59,1% dos habitantes. Estamos muito à frente de grandes países produtores de vacina como Rússia (38,1%) e Índia (30,6%).

À nossa frente, só aparecem uns poucos microestados e alguns países europeus. Portugal, com espantosos 86,6%, é o país europeu que mais vacinou. Bem à frente de potências como a Alemanha (68.2%), França (69,5%) e Reino Unido (68,8%).

Estes dias, foi anunciada a descoberta de uma nova variante, batizada de Ômicron, que surgiu na África do Sul. É cepa perigosíssima, altamente contagiosa, bem mais assustadora do que todas as que tinham aparecido até agora. Bolsas caíram, aeroportos se fecharam, a covid voltou a frequentar as manchetes.

Mas por que razão essas novas cepas surgem sempre em países populosos e pouco desenvolvidos? Tivemos a variante indiana Beta, a brasileira Gama, as sul-africanas Delta e, agora, Ômicron. A razão é simples: o vírus gosta de gente. Quanto mais gente houver, maior a possibilidade de ajuntamentos, de promiscuidade, de extenso contágio. O atraso na vacinação e o descaso na observação das medidas de contenção – álcool em gel, máscara, distanciação social – são fatores agravantes.

Dado que a taxa de vacinação completa ainda está baixa em alguns países populosos, a ameaça não desapareceu. Alguém já disse, com razão, que o planeta só estará protegido quando todos os cidadãos estiverem protegidos. Não adianta um país atingir 100% de plano vacinal, se os demais ainda estiverem gerando cepas resistentes às vacinas disponíveis. Com essas variantes agressivas, o mundo não está livre de voltar ao ponto de partida e ter de esperar por novas vacinas. E a começar a contar de novo os mortos.

Índia (30,6%), África do Sul (23,8%), Rússia (38,1%), Nigéria (1,7% !), Indonésia (34,0%), Paquistão (22,5%), Bangladesh (21,7%) são países populosíssimos, com plano vacinal em atraso. Constituem terreno fértil para a epidemia. Vamos torcer para que nenhuma cepa resistente se desenvolva lá enquanto o vírus ainda circula redondo.

Enquanto seu lobo não vem, alegremo-nos, irmãos! O Brasil venceu Bolsonaro. Apesar do atraso e da má-fé do capitão, a competência nacional em matéria de vacinação forçou a porteira e mostrou que o povo brasileiro é maior que a ignorância do presidente e que o oportunismo irresponsável do grupelho que o cerca.

Fonte: brasildelonge.com
A Medicina faz enfermos; a Matemática, tristes; e a Teologia, pecadores. (Martinho Lutero)

LUGARES

VENEZA - "LA SERENÍSSIMA"

CHRIS BOTTI

 AVE MARIA AND CARUSO

FRASES ILUSTRADAS

sábado, 27 de novembro de 2021

O EMPAZUELLAMENTO DO BRASIL

O EMPAZUELLAMENTO DO BRASIL
Ruy Castro

Há um processo de profunda pazuellização das instituições para garantir a impunidade de Bolsonaro

Eduardo Pazuello, lembra-se? Ex-general do Exército na ativa e ex-ministro porcino da Saúde. Aquele que foi sem nunca ter sido. Já passou à história do Brasil. O futuro falará dele como símbolo da redução do Estado a um rebanho de invertebrados a mando de Jair Bolsonaro. Sua imortal frase "Um manda, outro obedece", dita para 200 milhões de brasileiros, não ficará apenas como expressão de uma pusilanimidade bovina, mas porque pode ter contribuído para a devastação de vidas pela Covid, já que avalizava a quebra de um contrato de compra de vacinas, ordenada por quem o tangia.

Mas é injusto concentrar o empazuellamento em Pazuello. Afinal, ele nunca foi o único pazuello do pedaço, e talvez nem o primeiro. Está em curso um processo de pazuellização em todas as instituições nacionais, com ênfase nas que garantem a imunidade de Bolsonaro e cáfila.

O futuro ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, por exemplo, cuja sabatina no Senado está agora por dias, será mais um pazuello no STF. Irá somar-se a Kássio Nunes Marques, que Bolsonaro classificou como "10% dele [Bolsonaro] no Supremo", e a outros que às vezes se juntam a Kássio em pazuellagens pontuais. Uma delas, a que trava o julgamento das rachadinhas de Flávio Bolsonaro e permite ao STJ empazuellar-se de braçada, dando a Flávio sucessivas vitórias. O empazuellamento final será a extinção desse caso.

E a CPI da Covid temia que, depois de meses levantando os crimes contra a vida praticados pelo governo durante a epidemia, tivesse seu relatório posto para dormir pelo procurador-geral da República, Augusto Aras. Pois não há mais o que temer. O relatório já ronca no berço esplêndido da empazuellada PGR.

Mas o grande empazuellamento, não por acaso, é o do Exército. Não importa quão cheios de vento, seus generais foram reduzidos a pazuellos por Bolsonaro, e isso também entrará para a história.

Fonte: Folha de S.Paulo
Nunca diga às pessoas como fazer as coisas. Diga-lhes o que deve ser feito e elas surpreenderão você com sua engenhosidade. (George Patton, general americano, 1885-1945)

LUGARES

COURMAYEUR - ITÁLIA
Courmayeur é uma comuna italiana da região do Vale de Aosta com cerca de 2.798 habitantes, que se estende por uma área de 210 km², e tem uma densidade populacional de 13 hab/km². Está situada no sopé do Maciço do Monte Branco e é a maior comuna da região e também a mais alta, 1 224 metros de altitude. Como é habitual a fronteira França-Itália não passa pelo mesmo sítio mesmo se o Tratado de Paris (1947) a definiu claramente como passando pelo ponto culminante do Monte Branco. Devido à sua situação, o turismo é uma das receitas económicas mais importantes, pois que tem estruturas, como Chamonix aliás, que a vivificam de Inverno como de Verão. O Túnel do Monte Branco liga em apenas 11,6 km as localidades de Chamonix e de Courmayeur, que estão geminadas. (Wikipédia)

AMAR UM ANIMAL

AMAR UM ANIMAL

O famoso psiquiatra Sigmund Freud disse que as razões que nos levam a amar um animal com tanta intensidade são compreensíveis quando vemos que o amor delas é incondicional.

A relação que temos com nossos animais é libertada dos conflitos insuportáveis ​​da cultura. Freud estava certo quando disse que “os cães não têm a personalidade dividida, nem a crueldade do homem civilizado nem vingança deste último contra as restrições que a sociedade impõe.”

Ele corretamente disse que um cachorro contém a beleza de uma existência completa. E que um sentimento de afinidade íntima, de solidariedade indiscutível, existe muito claramente.

As emoções simples e diretas de um cachorro, quando ele abana o rabo para expressar sua alegria ou latidos para mostrar seu descontentamento, são muito mais agradáveis. Os cães nos lembram dos heróis da história e talvez seja por isso que eles frequentemente recebem seus nomes. (Sigmund Freud)

O cachorro vive em média 12 anos … Por que é tão injusto?

O fato de um cão ou gato viver apenas 12 anos em média é incompreensível e injusto. Por quê? Porque perder a oportunidade de continuar a compartilhar a vida com uma pessoa de quatro patas é extremamente doloroso.

Quando amamos um animal, todo o tempo que passamos com ele não é suficiente. Porque quando estamos com ele, quando olhamos para ele com ternura e amor, percebemos que o tempo passa rápido demais.

Percebemos essa sensação de tempus fugit quando, a cada carícia, sentimos o coração do nosso animal agitar-se no nosso. No entanto, o contraste aparece quando, após cada olá e depois de cada momento compartilhado, entendemos que esse amor é infinito.
Suas superpotências, armas de bondade maciça

Pensamos, com ternura, que nossos queridos animais têm superpoderes. Isso nos faz amá-los muito. Quando fazemos uma lista mental de tudo o que nos surpreende em casa, não podemos deixar de sorrir.

Quando amamos um animal, muitas coisas nos surpreendem e nos amolecem. Sua capacidade de prever o futuro ou “sentir” quando vamos para casa . Sua empatia e capacidade de estar em sintonia com o nosso estado emocional. Sua habilidade em nos confortar e nos motivar …

É difícil deixar nossos animais sozinhos em casa. Seus olhos suplicantes nos enchem de dificuldade. Mas a alegria deles em nos ver nos inunda de felicidade.

Os animais são, sem dúvida, os melhores terapeutas possíveis para muitas pessoas. Sua nobreza e bondade não têm limites. Se não temos um animal para amar, parte da nossa alma está adormecida. Mas esta reservou um espaço para amar os animais. Para desfrutar de seu amor incondicional e suas lições.

A declaração “ninguém jamais amará você mais do que a si mesmo” perde seu significado. Porque os animais são verdadeiros mestres na arte do amor. Cada segundo gasto com eles é um presente. Amar um animal é uma das mais belas experiências. Aqueles que viveram sabem disso.

Crédito da imagem da capa: Souzza

Do site Nos Pensées

Fonte: pensarcontemporaneo.com

FRASES ILUSTRADAS