terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Já foi o tempo em que a união fazia a força. Hoje a União cobra os impostos e quem faz a força é você. (Max Nunes)

LUGARES

BOURGES - FRANÇA

A Catedral de Bourges (em Francês: Cathédrale Saint-Étienne) é uma catedral católica localizada na cidade de Bourges, na França. Considerada uma obra-prima de arquitetura gótica e sua fachada, de 40 metros da largura é a maior deste tipo. É dedicada a Santo Estêvão. Em 1992 foi inscrita como Patrimônio Mundial da UNESCO

A construção da catedral iniciou-se em 1195, praticamente ao mesmo tempo com a Catedral de Chartres. O coro foi construído em 1214, a nave em 1225 e em 1250 a fachada foi terminada. A construção foi consagrada em 13 de maio de 1324. Luis XI, em 1423 e Luís II de Bourbon-Condé em 1621 foram batizados na catedral.

A planta da catedral possui uma abside circular e sem transepto. Na fachada estão inseridos 5 portas de acesso, um para cada nave, e outros dois encontram-se na metade da nave mais externa. Cada porta é ornamentada por esculturas notáveis, sendo a mais famosa a que ilustra o juízo final.

Para conferir estabilidade à estrutura foram utilizados contrafortes potentes, mas como esta técnica era muito inovadora para a época, pode-se notar que as paredes da catedral são muito mais espessas do que deveriam.

Com exceção dos vitrais da capela, quase todos da zona absideal são os originais do Século XIII. A iconografia que transparece das figuras representadas nos vitrais é insólita, com uma tipologia e um simbolismo que criam mensagens simples teológicas: como por exemplo, eventos do Antigo Testamento nos episódios sobre a vida de Jesus Cristo e outros sobre o Apocalipse ou do Evangelho. (Wikipédia)

ROMANCE FORENSE

Charge de Gerson Kauer
Amélia, a mulher de verdade 

Depois de oito anos de um relacionamento íntimo interessante, médico e professora se desavieram financeiramente na hora da separação e a questão foi a Juízo. O juiz julgou improcedente o pedido da mulher, declaratório de dissolução de união estável, cumulado com partilha de bens.

Para o magistrado, “tal união somente é reconhecida se o casal teve a intenção, quando estavam juntos, de constituir família”. O julgado acolheu a tese contestatória de que “a existência de um relacionamento amoroso longo, contínuo e de conhecimento público não basta para provar a união estável”.

O caso chegou ao TJ. O relator confirmou a sentença, mas a revisora divergiu. “Essa mulher deveria ser chamada de Amélia e não de Ângela como está escrito em sua certidão de nascimento”. Nessa linha, a desembargadora afirmou “a existência de provas inequívocas da união estável, tanto que ela pediu licença-prêmio no magistério para cuidar do ex-companheiro durante o período em que ele esteve doente - comprovando dessa forma o envolvimento familiar. Ela não tinha a menor vaidade, ela era mulher de verdade”.

Detalhe: nas compras de supermercados – que faziam juntos – sempre o gasto maior era pago por ela. Talvez o médico fosse pão-duro...

O vogal confirmou a improcedência: “Ainda que ambos fossem livres e desimpedidos - ela solteira e ele divorciado - permaneceram administrando separadamente suas vidas, tanto que até mesmo as compras em supermercado eram pagas individualmente”.

E repetiu, da sentença, a afirmativa de que “o médico manteve outros achegos durante o período em que durou o relacionamento com a professora - com o que a relação não ultrapassou a seara do namoro, ora firme, ora escorregadio e descompromissado”.

A desembargadora revisora quis consolar: “Pobre Amélia!” – disse.

Proclamado o resultado, o advogado do médico, satisfeito com a vitória judicial, tirou a beca e tamborilou os dedos na pasta.

E parodiando, saiu evocando estrofes conhecidas da música de Mário Lago e Ataulfo Alves:

“Nunca vi fazer tanta exigência /
Nem fazer o que esta mulher faz /
Ela não sabe o que é consciência /
Nem vê que o médico é um pobre rapaz”.

O advogado levou uma alfinetada do presidente: “Doutor, aqui não! Se cabível, faça a comemoração em seu escritório”.

Fonte: www.espacovital.com.br

FRASES ILUSTRADAS

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

O pessimismo torna os homens cautelosos, enquanto o otimismo torna os homens imprudentes. (Confúcio)

LUGARES

SERRA GAÚCHA
O Vale dos Vinhedos é uma região que ocupa uma área de 82 quilômetros quadrados na Serra Gaúcha, no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil. Situa-se a 130 quilômetros de Porto Alegre, a capital do estado. Os vinhos produzidos no vale são os únicos do país a apresentar o selo de indicação de procedência (desde 2002) e o de denominação de origem (desde 2011), que são garantias de qualidade dos vinhos ali produzidos. A Associação dos Produtores de Vinhos do Vale dos Vinhedos certifica os vinhos que obedecem aos padrões de qualidade exigidos por esses selos. O Vale dos Vinhedos localiza-se no triângulo formado pelas cidades de Bento Gonçalves (nordeste), Monte Belo do Sul (noroeste) e Garibaldi (sul). (Wikipédia)

CASA PARALELA

Fabrício Carpinejar

Sempre estamos mobiliando uma casa paralela e imaginária com os objetos perdidos. A casa perfeita tem tudo o que a gente extraviou e não achou mais na vida. É a morada de nossas preces, concebida pela Salve Rainha e São Longuinho. Daremos pulinhos ao entrar em seu umbral.

Lá nunca faltará guarda-chuva e carregador de celular – terei um estoque para combater trovoadas e o fim repentino da bateria. Os livros que jamais localizei estarão alinhados nas estantes, por ordem alfabética. Os LPs foragidos se mostrarão intactos, de pé, ao lado do dois em um, com os plásticos de dentro nem um pouco amassados. Assim como irei me surpreender com a montanha de fitas cassete com as trilhas românticas que preparava de madrugada gravando programas na rádio (em que cortava a voz do locutor e os comerciais). Será um encanto rever as camisetas e calças desaparecidas nos cabides, que deixei em casas de colegas da escola. Não controlarei a gargalhada diante das meias avulsas, solteiras, amontoadas em cima da cama, de sumiço misterioso entre a cesta e a máquina de lavar. Na prateleira da cozinha, reencontrarei as tinhosas e malandras tampas da panela, prisioneiras de algum ralo misterioso ou Triângulo das Bermudas gastronômico – tantas e diversas que posso cobrir a extensão de meu telhado. Relógios e óculos reluzirão na gaveta do criado-mudo, com os estojos de veludo empilhados. Devo reaver a coleção de pulsas coloridas do relógio Champion da adolescência. Na escrivaninha do escritório, alinhado ao meu chamado de general, revistarei a tropa de canetas Bic, com os seus capacetes azuis. Centenas delas. Todas as canetas emprestadas ao longo dos anos.

Espanto sem igual experimentarei no quarto com o armário atolado dos brinquedos da infância, que a minha mãe deu um jeito de passar adiante. Consumirei dias montando o Ferrorama e o Autorama e reclamando da falta de espaço para concluir as tarefas. Demorarei a acertar a pontaria do Batalha Naval ou para conferir o dinheiro de mentirinha do Banco Imobiliário. Não duvido que chore ao esticar o ioiô da Coca-Cola e tentar repetir a façanha da montanha-russa com as cordas. Farei festa ao folhear os alguns de figurinhas das Copas do Mundo de 78, 82 e 86. Antes de dormir, colocarei a bolita verde perto dos olhos, como uma córnea doada pelos amigos.

É sumir algo em minha rotina que logo reaparece na residência de outra dimensão.

Um pouquinho de mim também vai junto com a saudade.

Fonte: Facebook

FRASES ILUSTRADAS

domingo, 26 de janeiro de 2020

GRACIAS A LA VIDA

LAS TRES GRANDES

Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta? (Dorival Caymi)

LUGARES

ESTRADA ROMÂNTICA
A Estrada Romântica (em alemão: Romantische Straße) foi assim denominada por agentes de viagem a partir da década de 1950, a fim de especificar a estrada no sul da Alemanha, entre os estados da Baviera e Baden-Württemberg, de Würzburg e Füssen.

O POLIGLOTA

O POLIGLOTA

Certa feita uma amigo comentava sobre o inglês falado nos portos. Marinheiros de todo mundo teriam desenvolvido uma linguagem comum, de sorte que onde quer que se encontrem conseguem se comunicar com os colegas de profissão. Pessoas que se relacionam com os marinheiros acabam assimilando e entendendo esse "novo idioma".

Em recente viagem à Suíça conheci uma pessoa que de certa forma falava o inglês portuário. Era o dono da pousada onde ficamos hospedados por alguns dias. Gentil e atencioso, o nosso amigo se desdobrava o quanto podia para agradar os hóspedes. Para nós brasileiros, o agrado era ainda maior de vez que simplesmente era vidrado em bossa nova. Era o nosso fundo musical.

De início nossas conversas se davam em francês mas não chegavam a evoluir eis que ele atravessava algumas palavras impossíveis de identificar. Quando não, introduzia palavras em italiano ou em espanhol.

Tentamos com o inglês e era a mesma coisa. Para ele, no entanto, era a coisa mais normal do mundo, pois que ia falando na suposição de que entendíamos tudo.

No último dia precisei que ele acertasse para nós os detalhes da próxima pousada, em Interlaken, onde só falavam em alemão, idioma intransponível para nós. Pelo telefone, percebi que ele conseguia manter uma conversa sem maiores problemas com o interlocutor do outro lado da linha.

Finda a tarefa, minha curiosidade estava aguçada. Então perguntei-lhe se era suíço e a resposta foi positiva, mas com um adendo esclarecedor: por cinco anos ele havia morado nos Estados Unidos, mais precisamente na Califórnia e daí o seu contato, também, com o espanhol.

Ficou tudo esclarecido. Nosso hospedeiro acabou desenvolvendo um linguajar próprio, mas capaz de satisfazer a clientela e até mesmo de divertí-la.

FRASES ILUSTRADAS

sábado, 25 de janeiro de 2020

Você pode desconfiar de uma admiração, mas não de um ódio. O ódio é sempre sincero. (Millor Fernandes)

LUGARES

GRAINAU
Grainau é um município da Alemanha, localizado no distrito de Garmisch-Partenkirchen, no estado de Baviera. Está localizado ao pé do Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha, na sub-cordilheira dos Alpes, que é um ramo fora da principal cadeia de montanhas. O lago Eibsee também ao pé do Zugspitze, fica nas proximidades.

POR QUE EXISTE CORRUPÇÃO?


Charge do Luscar
POR QUE EXISTE CORRUPÇÃO?
Nélio Jacob

Existe corrupção porque as pessoas tentam aproveitar a vida ao máximo, a qualquer custo

Os corruptos fecham os olhos para a razão dessa vida curta, acham que não vão morrer, então acumulam riqueza para centenas de anos. A maioria do ser humano acha que a vida é só esta, não tem outra, o que leva a querer aproveitar o máximo a qualquer custo, nesse curto espaço de tempo.

Não se nasce aleatoriamente, tudo tem uma razão de ser. Quando nascemos, carregamos os genes de nosso antepassados com as qualidade e defeitos.

RESPONSABILIDADE – Numa entrevista, Oscar Niemeyer, disse: “Ninguém é totalmente responsável pelos seus atos”. É uma frase para se meditar sobre as influências que cada um recebe.

No entanto, a vida poderia ser melhor se o sistema democrático dos países não fossem a esculhambação que é, permitindo o conluio das castas dominantes contra a maioria da população pobre, que amplia a desigualdade social.

A vida do ser humano é uma cadeia de desejos materiais. Quando de satisfaz um, passa-se a ter outro. Quando um ser humano não tiver mais desejos, aí sim encontrará a paz.

POUCOS RICOS – Nos anos 40 o número de ricos eram poucos, assim mesmo era considerado rico quem tinha um carro americano. Nessa época, nem papel higiênico existia e o povo era mais alegre e feliz do que nos dia de hoje.

A alegria e a felicidade não está na riqueza ou na pobreza de cada cada um, está no entendimento de aceitar com naturalidade e resignação o que a vida lhe impôs.

Fonte: Tribuna da Internet

FRASES ILUSTRADAS

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. (Oscar Wilde)

LUGARES

BUDAPESTE
O palácio do Parlamento Húngaro, juntamente com o britânico, são considerados os mais belos do mundo. O impressionante e imponente edifício em estilo gótico domina suntuosamente a margem leste do Rio Danúbio do alto de seus 96 metros: a construção mais alta da cidade, honra que divide com a basílica de St. Stephen. A obra de construção foi iniciada em 1885 e inaugurada em 1896, ano em que se comemorava o milésimo aniversário da pátria húngara, muito embora sua conclusão ocorresse apenas em 1904. Uma obra prima de seu estilo, quando da inauguração era a maior casa de parlamento do mundo, e um reafirmado símbolo do orgulho de uma nação.

MR. MILES


O mapa, a vida pendurada na parede

Logo após o equinócio, nasceu a primeira flor no minúsculo jardim da casa de Mr.Miles, no Condado de Essex. O grande viajante e sua Trashie, a raposa das estepes siberianas, abriram mais uma garrafa de single-malt para comemorar a ressurreição das flores. Tendo recebido suas roupas cerzidas e sua mochila de couro renovada por uma camada de óleo de coco, Miles decidiu, paradoxalmente, viajar para a Sibéria. Sua intenção era rever a linda Yuliana Petrova, que foi agente dupla até a queda do muro e, nesse período, teve um caso rápido mas ardoroso com nosso correspondente. Mas também foi um agrado à Trashie, que só não sofre com o calor em lugares de temperatura negativa.
A seguir a pergunta da semana:

Caro Mr. Miles: tenho vários mapas em casa; acho que sou mesmo um colecionador. O senhor também gosta de atlas ou mapas-mundi?
Sinésio Abranches, por email

Well, my friend: eu também gosto muito de cartografia. Observar o mundo reduzido a um pedaço de papel, seja grande ou pequeno, é um prazer que me acompanha desde pequeno. Esse hábito, I guess, foi muito relevante para moldar minha vida de viajante. Do pequeno e sempre chuvoso condado de Essex aprendi a ver o planisfério e sempre alimentei o desejo de conhecê-lo em suas fronteiras mais distantes. Minha querida tia Gwineth, que ainda mora em Leicester, possuía um antigo mapa da National Geographic Society pendurado em sua sala. Era, indeed, o destaque do pequeno ambiente, porque tinha medidas colossais. Ainda garoto, lembro-me de subir em uma pequena escada de cozinha para ler nomes mágicos como Katmandu, Zanzibar, Bombaim, Mandalay e Timbuctu, for instance. Eram palavras que, believe me, transportavam-me para histórias longínquas, com seres vestindo trajes antigos, falando dialetos remotos e enfunando velas encardidas nos mais diversos tipos de embarcação. Eu chegava a sentir aromas que nunca respirei e a ver mulheres imaginárias pelas quais nutri amores platônicos.

Via as cores nos mapas e supunha que os países pintados em verde eram cobertos de florestas, que os vermelhos ardiam em chamas, os azuis serviam como imensas piscinas e os amarelos tinham poeira por toda a parte — com ouro aqui e acolá.

Só mais tarde, my friend, vim a entender que aqueles eram mapas políticos e registravam fronteiras semoventes; que aqueles traços envolviam nacionalidades, religiões, ideologias — e toda essa foolery que ainda hoje desgraça nosso planeta. Foi assim, by the way, que aprendi a me encantar com cartas geográficas e geomorfológicas. A ver rios, cordilheiras, desertos e áreas congeladas. A descobrir, por fim, que nem todos os países são parecidos e que, therefore, é nosso direito explorar lugares diferentes como se fossem nossos — sob a pena de passar a vida sem conhecer os sofás da própria sala. Don't you agree, Sinésio? 

Aprendi, mais tarde, a ver as deformidades oriundas da projeção de Mercator, que fazem, por exemplo, a Groenlândia parecer tão grande quanto a América do Sul, embora ela seja, de fato, oito vezes menor. In other words: foram os mapas que me ensinaram também que nem tudo é o que parece e por isso é preciso viajar muito — para ter a real dimensão das coisas —, e sem ideias preconcebidas das culturas, dos hábitos e do modo de ser das pessoas.

Os mapas, enfim, servem para muito mais do que apenas ver aonde estamos e para onde queremos ir: eles são a vida pendurada em paredes ou nas páginas dos livros. Só não deviam servir para que neles sejam postos alfinetes, uma prática de pessoas que, in fact, nunca viajam, mas apenas colecionam destinos.

Fonte: Facebook