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BLOG DO BIANCHI
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
LUGARES
CAXIAS DO SUL - RS
A imagem mostra o Castelo Lacave, uma vinícola e restaurante localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, Brasil. O castelo foi construído em estilo medieval por um uruguaio. (Google)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
DUVIDAR NÃO É SER CHATO, É SER LIVRE!

“Venham depressa, estou experimentando as estrelas!”
Eu acho essa frase do frei Dom Pérignon, no mínimo, perfeita, e diria mais, ela é “poética”, tão belíssima que se eternizou, mas é fake! Uma puta mentira perpetuada como a maioria da história antiga.
Dom Pérignon nunca disse isso. O monge que virou símbolo da Champagne morreu em 1715, mas a frase só apareceu em um anúncio de marketing impresso no fim do século XIX. Quase 200 anos depois.
Isso importa? Depende!
Se você gosta de romantizar a vida, não, mas se você quer entender o mundo como ele é, ou pelo menos, como foi de fato, deveria importar, e muito. Porque a verdade é que boa parte da história que a gente consome vem enfeitada, embalada, vendida, e, às vezes, inventada.
Tem gente que acredita porque viu num filme que dizia “baseado em fatos reais”. Tem gente que compartilha porque leu num post viral. Tem gente que repete porque aprendeu assim na escola, e tem gente, a minoria, que para tudo, coça a cabeça e pensa: “Será?”
Essa minoria pesquisa, pergunta, esmiúça, não engole qualquer história só porque parece bonita. Não se deslumbra com frases perfeitas. Não se rende a narrativas embaladas em laço de fita.
Moral da história?
Nem tudo que soa mágico é verdade, e nem tudo que é verdade soa mágico. Ah! Nem toda mentira é feia! Tem mentira que dança, brilha e encanta, mas continua sendo mentira. Então, da próxima vez que te venderem uma história pronta, com cheirinho de final feliz, pergunte antes: Quem contou isso? Por quê? Quando? Onde estão as provas?
Duvide, logo pesquise! Duvidar não é ser chato, é ser livre.
Duvide mais, pesquise sempre, romantize menos, e lembre-se: Até as estrelas que você “experimenta” podem ter sido só uma bolha de marketing.
Ah, e antes que eu me esqueça… alguém aí sabe o nome do gênio que descobriu o Brasil sozinho, com o mar calmo, o céu azul e o GPS espiritual apontando pra Bahia? Pois é… me avisa, porque até hoje ninguém achou os registros da galera que já morava aqui.
Fonte: https://champbrasil.wordpress.com
LUGARES
BRATISLAVA - ESLOVÁQUIA
O edifício na imagem é o Palácio Lanfranconi (Lanfranconi Palace), um edifício neo-renascentista em Bratislava, Eslováquia. É uma casa de apartamentos burguesa representativa, localizada na esquina da Praça Ludovita Štúr e Vajanského nábreží. Foi construído entre 1876 e 1877 pelo arquiteto Ignác Feigler. O edifício foi erguido no local do antigo escritório de sal. (Google)
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
SCALA SANTA DI CAMPLI
No Brasil temos as pousadas rurais, os hotéis fazenda. Na Itália encontramos estabelecimentos denominados de Agriturismo. O contato direto com os proprietários proporciona receber dicas sobre lugares não catalogados nos guias de turismo.
Certa feita, turistando pela região de Abruzzo, na Itália, recebi a indicação para conhecer a pequena cidade de Campli e a sua Scala Santa.
A Scala Santa di Campli é um santuário católico único e historicamente significativo. Ela é famosa por ser um dos poucos lugares no mundo — e o primeiro fora de Roma — a receber o privilégio papal de conceder a Indulgência Plenária aos fiéis que a sobem de joelhos, tal como a original Scala Santa de Roma (a escadaria que, segundo a tradição, Jesus subiu para o julgamento de Pôncio Pilatos).
Chegamos cedo para conhecer o local e de pronto ficou evidente a ausência de turistas. Aliás, para os residentes, que encontramos pelo caminho, nós é que viramos atração turística.
Com o auxílio da IA, aqui estão os detalhes principais para entender a importância deste local:
1. Estrutura e Ritual
A estrutura é composta por uma escadaria de 28 degraus de madeira de oliveira.
Os fiéis sobem os degraus exclusivamente de joelhos, rezando e meditando sobre a Paixão de Cristo. Este ato de penitência serve para a remissão dos pecados.
No topo da escada, há uma capela chamada Sancta Sanctorum, onde se encontra um altar com relíquias (incluindo fragmentos da Cruz de Cristo).
Diferente da subida (focada na dor e penitência), a escada de descida é percorrida a pé normalmente e celebra a Ressurreição, com afrescos alegres e luminosos.
2. História e Privilégio Papal
Foi instituída em 1772 graças a um privilégio concedido pelo Papa Clemente XIV.
A concessão deste privilégio foi um feito diplomático notável para a época, permitindo que os fiéis obtivessem o mesmo perdão espiritual que obteriam em Roma, mas sem precisarem viajar até lá. Isso elevou o status de Campli a um centro de peregrinação importante.
3. Arte e Simbolismo
O santuário é também uma obra de arte barroca projetada para guiar a emoção do peregrino:
Paredes da Subida: Estão decoradas com seis grandes telas que retratam cenas dramáticas da Paixão de Cristo, ajudando na imersão do fiel durante a penitência.
Paredes da Descida: Contrastando com a subida, são decoradas com medalhões que representam a alegria da Ressurreição de Cristo e anjos festivos.
Saímos de Campli gratos pela indicação que recebemos e satisfeitos por conhecer algo diverso do lugar comum ofertado aos turistas.
LUGARES
MADRID - ESPANHA
A imagem mostra o Edifício Metrópolis, um dos marcos mais icônicos de Madrid, localizado na esquina da Calle de Alcalá com a Gran Vía. Localização: Fica no início da famosa avenida Gran Vía, em Madrid, Espanha. Arquitetura: O edifício, em estilo Beaux-Arts, é conhecido por sua cúpula de ardósia preta e detalhes dourados. Estátua: No topo, há uma estátua alada da Vitória, que substituiu a estátua original do Fénix em 1975. Construção: Foi construído entre 1907 e 1911, sendo um dos primeiros arranha-céus da cidade. (Google)
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
OS MEUS LIVROS DO ANO
Martha Medeiros2015 foi o primeiro ano em que tive um perfil no Facebook. E foi o ano em que li menos. Óbvio que tem relação. Já estou tratando de diminuir o tempo que perco furungando no smartphone.
Mesmo assim, deu pra selecionar algumas dicas para estes últimos dias de Feira do Livro de Porto Alegre, atendendo a pedidos.
Começo destacando Stoner, de John Williams, cujo primeiro parágrafo é um spoiler: resume tudo o que virá pela frente. O que a gente não imagina é o quanto esse “tudo”, que abrange a vida inteira de um homem comum, pode ser fascinante. Outra história sobre um homem comum é A Morte do Pai, do norueguês Karl Ove Knausgard, que se divide em duas partes: a adolescência e a maturidade do personagem. O livro cresce do começo para o fim – assim como nós.
Tenho um fraco por Domingos Oliveira. Iniciei 2015 lendo sua ótima autobiografia, Vida Minha, e acabo de ler seu primeiro romance, Antônio: o primeiro dia da morte de um homem. Mesmo escrevendo ficção, Domingos não consegue fugir dele mesmo – ufa. Em ambos os livros, sua marca registrada: o encantamento pelas mulheres, pela vida, pela paixão. Uma prosa repleta de filosofia e um pouco de bandalheira para dar graça à coisa. Solar. Adorável.
Ainda as relações humanas: Pagando por Sexo, do cartunista Chester Brown, traz em quadrinhos uma discussão interessante sobre prostituição, baseada na trajetória pessoal do autor. Desiludido com o amor romântico, Chester decide sair apenas com garotas de programa. Uma reflexão provocativa e inteligente sobre a solidão e as dificuldades de relacionamento.
E ainda biografias: a de Oliver Sacks, Sempre em Movimento, é dinâmica como sugere o título. A neurociência acaba virando pano de fundo para o que salta das páginas: gana de viver. E Elis, uma Biografia Musical, de Arthur de Farias, é obrigatória não só para os fãs da cantora, mas para quem quer enxergar a história da MPB por dentro.
As conversas entre o cineasta José Pedro Goulart e o psicanalista Paulo Sergio Guedes renderam o vibrante É Preciso Viver no Mundo da Lua – um olhar arguto e desestressado sobre a existência.
Poesia? Todas as Mulheres, de Fabrício Carpinejar. Depois de oito anos longe dos versos, ele retoma o gênero e a verve.
Para os adolescentes, Diário de uma Sentimentalista, da jovem e afiada estreante Sthefany Lacerda, que arranca em alta velocidade rumo à conquista de uma voz madura, logo, logo.
Por fim, sugiro David Nicholls e seu Nós, trocadilho para a história de um casal que está junto há 25 anos e que tenta se desamarrar, Três Vezes ao Amanhecer, prosa espetacular do italiano Alessandro Baricco, e Os Largados, do também italiano Michele Serra, um primor de ironia.
Foi o que o Facebook permitiu, esse sanguessuga.
Fonte: Zero Hora
LUGARES
ROUEN - FRANÇA
A imagem mostra a Catedral de Notre-Dame de Rouen. É uma catedral católica em estilo gótico, localizada em Ruão, na região da Normandia, noroeste da França. A construção da catedral começou no século XII. O artista Claude Monet pintou uma série de mais de trinta telas focadas na fachada da catedral, capturando-a em diferentes luzes e horários do dia. Com 151 metros de altura, é uma das igrejas mais altas do mundo e possui a torre de ferro fundido mais alta do mundo. (Google)
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
UMA PONTE PARA MACHADO DE ASSIS
Ninguém chama a Ponte Rio-Niterói de Ponte Presidente Costa e Silva É hora de rebatizá-la com o nome do homem que um dia sonhou com ela
O nome, para todos os efeitos, é Ponte Rio-Niterói. É por ela que passamos volta e meia ou todos os dias, para as indescritíveis belezas ou inexplicáveis tristezas do estado do Rio. Mas o nome oficial, impresso nos documentos, placas e sinais, e pelo qual responde no universo paralelo da burocracia, é Ponte Presidente Costa e Silva. O povo, com ou sem memória ou consciência política, encarregou-se de raspar a homenagem ao general da ditadura militar em cujo quartel, com trocadilho, ela foi concebida. Nesses 51 anos de sua existência, desde 1974, nunca ouvi alguém dizer: "Você vai pela Ponte Presidente Costa e Silva, vira à direita na saída e pega a estrada para...".
A ponte não foi sequer uma ideia da ditadura. Já era sonhada desde meados do século 19, quando a tecnologia para construí-la —um longo traço de união sobre a baía de Guanabara— não existia. Mas, no dia 7 de junho de 1896, em sua coluna na Gazeta de Notícias, um escritor suspirou por ela: "Um dia, quem sabe, lançaremos uma ponte entre esta cidade [o Rio] e Niterói, uma ponte política, entenda-se, nada impedindo que também se faça uma ponte de ferro". O ferro era o material que então começava a tornar possível esse tipo de sonho. O escritor era Machado de Assis.
A jornalista e escritora Rosa Freire d’Aguiar, autora do imperdível "Sempre Paris", teve a ideia: por que não dar à ponte o nome que ela sempre deveria ter tido? Ponte Machado de Assis. Nenhum escritor ligou mais pontos em nossa literatura que Machado. Sua obra é um oceano. E, exceto pela Academia Brasileira Letras —a Casa de Machado de Assis—, ele só é lembrado em sua e nossa cidade pela brava, mas humilde rua de um só quarteirão no Catete.
Não seria uma revanche contra o autor do AI-5, a maior agressão à democracia brasileira em toda a história, mas um rebatismo necessário. Dane-se Costa e Silva. O importante é Machado.
Ponte Machado de Assis. Dará vontade de cruzá-la, do Rio a Niterói e vice-versa, apenas pelo orgulho de passar por ela.
Fonte: Folha de S.Paulo - 02/10/2025
LUGARES
PRAGA - REPÚBLICA CHECA
A imagem mostra a Old Town Bridge Tower e a Igreja de São Nicolau (St. Nicholas Church) em Malá Strana, Praga, República Tcheca, vistas da Ponte Carlos. A Torre da Ponte da Cidade Velha (Old Town Bridge Tower) é uma das estruturas góticas mais impressionantes do mundo A Igreja de São Nicolau, com sua cúpula e campanário distintos, é um excelente exemplo da arquitetura barroca. As estruturas estão localizadas no extremo da Cidade Velha da famosa Ponte Carlos. (Google)
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