sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

JACK MCDUFF

ANTIBES 1964

Eugene McDuffy, conhecido como "Irmão" Jack McDuff ou "Capitão" Jack McDuff, não foi apenas um organista; ele foi a alma pulsante na intensidade do hard bop e na vibração do soul jazz dos anos 60, McDuff comandava seu trio de órgão como um capitão conduzindo um navio sonoro, navegando pelas profundezas do groove e da improvisação, ele ganhou destaque durante as décadas de 1950 e 1960, sendo um dos mestres do hard bop e do soul jazz. McDuff era conhecido por seu domínio do órgão Hammond B-3, criando grooves vibrantes que cativaram audiências. Seu talento chamou a atenção de outros grandes músicos, levando-o a colaborar com artistas como George Benson, que iniciou sua carreira sob sua liderança. Com seu trio de órgão, McDuff se destacou por misturar virtuosismo técnico e emoção, deixando um legado que permanece vivo na história do jazz. Ele faleceu em 23 de janeiro de 2001, mas sua música continua a inspirar gerações, transcendendo o tempo, ecoando como um testemunho da criatividade e da força espiritual do jazz.

Fonte: Jazz Note Blues
Os verdadeiros paraísos são os paraísos perdidos. (Marcel Proust, Escritor francês, 1871-1922)

LUGARES

GRADARA - ITÁLIA

A imagem mostra uma vista panorâmica de Gradara, uma comuna italiana, com o histórico Castello di Gradara no centro da paisagem. O castelo medieval, localizado no topo de uma colina, é um dos monumentos mais visitados da região de Marche, na Itália. É famoso por ser o suposto cenário da trágica história de amor de Paolo e Francesca, imortalizada por Dante Alighieri na "Divina Comédia". A fortaleza foi um ponto estratégico de conflito entre as famílias Malatesta e Montefeltro durante a Idade Média. Atualmente, o castelo funciona como museu e recebe eventos culturais e artísticos. (Google)

FRASES ILUSTRADAS

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A FÁBULA DOS CINCO MACACOS

"A história dos cinco macacos é um velho conto que se popularizou como um exemplo de como nossas atitudes e ações podem ser influenciadas pelo grupo ao qual pertencemos. Ela também nos lembra da importância de questionar o que nos é dito e de pensar por nós mesmos.

A história diz que havia cinco macacos em uma jaula. No topo da jaula, havia um cacho de bananas. Quando um macaco subia na jaula para pegar a banana, os outros macacos eram borrifados com água fria. Depois de algum tempo, todos os macacos aprenderam a não subir na jaula, mesmo quando a banana estava lá.

Um dia, um dos macacos foi substituído por um novo macaco. Quando ele tentou subir na jaula para pegar a banana, os outros macacos o impediram. Eles não sabiam por que não podiam subir na jaula, mas aprenderam a agir dessa maneira pelo condicionamento que sofreram.

Um a um, os outros macacos foram substituídos por novos macacos. No final, todos os macacos na jaula eram novos, mas continuavam a impedir que qualquer um deles subisse na jaula para pegar a banana, sem saber o motivo.

Essa história é uma metáfora para como muitas vezes seguimos regras e atitudes simplesmente porque foram transmitidas a nós pelo grupo ao qual pertencemos, sem questionar se essas regras ou atitudes são realmente importantes ou corretas. Ela nos lembra da importância de questionar o que nos é dito e de pensar por nós mesmos.

Em nossas vidas, muitas vezes nos encontramos em situações em que somos pressionados a agir de determinada maneira porque "é assim que as coisas são feitas". Mas é importante lembrar que nós sempre temos a opção de questionar as normas e atitudes estabelecidas e de formar nossas próprias opiniões.

Por exemplo, se todos em nossa comunidade insistem que determinado comportamento é errado, é importante questionar por que isso é considerado errado e se realmente acreditamos nisso. Talvez haja razões válidas para essa atitude, mas também pode ser que essa atitude esteja baseada em preconceitos ou crenças equivocadas.

Não é fácil questionar o status quo e ir contra a corrente, mas é essencial se quisermos evoluir como indivíduos e como sociedade. Ao questionarmos nossas próprias atitudes e as dos outros, podemos chegar a compreensões mais profundas e a soluções mais criativas e inovadoras para os problemas que enfrentamos.

A história dos cinco macacos nos lembra da importância de questionar as normas e atitudes estabelecidas, de pensar por nós mesmos e de ter a coragem de ir contra a corrente quando acreditamos que é necessário. Ao fazermos isso, podemos evoluir como indivíduos e como sociedade, e encontrar soluções mais criativas e inovadoras para os desafios que enfrentamos."

Fonte: Provocações Filosóficas (FB)
Se eu pudesse dizer o que as coisas significam, não teria necessidade de dançá-las. (Isadora Duncan, Bailarina americana, 1877-1927)

LUGARES

BALNEÁRIO PIÇARRAS - SC

A imagem mostra um arco-íris sobre uma área urbana em Balneário Piçarras, em 24/10/2025. O arco-íris é um fenômeno óptico e meteorológico que ocorre quando a luz do sol atravessa gotículas de água na atmosfera. A luz do sol sofre refração, reflexão e dispersão, decompondo-se em um espectro de cores visíveis. As cores do arco-íris, do exterior para o interior, são: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. O fenômeno é comumente observado quando há chuva e sol simultaneamente, e o observador está de costas para o sol. (Google)

FRASES ILUSTRADAS

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

VIA CRUCIS EM BOLONHA

Dia de pagar todos os pecados. Explico: Percorremos uma via crucis, materialmente falando, que para minha surpresa tinha quinze (15) estações ao invés das tradicionais quatorze (14). Percorre-la, faz parte da visita ao Santuário Della Madona di San Luca. No primeiro dia aqui em Bolonha fotografei o santuário do terraço da Basílica de San Petrônio, donde se pode ter uma idéia do que teríamos pela frente.


Bolonha é famosa por seus pórticos. O que muita gente não sabe é que o maior pórtico do mundo é aquele que liga a Porta Saragoza ao Santuário hoje visitado. Com quase 4 km de extensão, o caminho porticado é dividido entre 1520 metros percorridos no trecho plano e 2276 metros no trecho em subida. Fizemos o segundo trecho. Mais informações


Da Porta Saragoza até a Basílica são superados 666 arcos – mas a numeração oficial pára no arco numero 661 – e 15 capelas. A maior parte da subida apresenta-se em forma de rampa e em alguns poucos trechos há degraus. Pelos nossos cálculos toda a extensão percorrida equivale a cerca de 1600 ou mais degraus. Algo como um prédio de cem (100) andares.


Enfrentamos o desafio com muita garra, assim como uma quantidade razoável de pessoas. Mas o destaque foram as pessoas da cidade, principalmente muitos jovens aproveitando as condições do local para a prática de exercícios físicos. Só o fato de o caminho ser feito à sombra em razão dos pórticos já é um apelo muito forte para enfrentar o percurso. Mas para quem não é chegado a enfrentar desafios, existe um trenzinho turístico que parte da Piazza Maggiore e faz uma parada às portas do Santuário.

A importância do santuário para a cidade tem a ver com o milagre da chuva. Diz-se que em abril de 1433 depois de uma série de tremores, as chuvas castigavam Bolonha, inundando a cidade, destruindo plantações, e prevendo tempos difíceis. Somente uma ajuda divina poderia controlar a fúria da natureza e para isso os sacerdotes resolveram trazer a pintura da Madonna di San Luca em procissão pela cidade. Assim que a imagem cruzou na porta de Saragoza, a chuva imediatamente cessou e as pessoas gritaram o milagre. Segundo a tradição todos os anos no mês de maio realiza-se a uma procissão revivendo o dia do milagre.

A nota negativa foi chegarmos ao alto no horário do meio-dia, encontrando a igreja fechada, sendo que a mesma só reabriria próximo das quinze (15) horas. Pensamos em almoçar pois tínhamos a informação da existência de uma pizzaria nas proximidades. Efetivamente existe a pizzaria, mas pelo jeito, a mesma funciona no mesmo horário da igreja. Só água e refrigerantes naquelas maquininhas pague-leve. Achamos que seria muito tempo de espera para visitarmos a igreja e inclusive a escalada de mais alguns degraus da torre, de onde teríamos uma visão panorâmica da cidade.

Mesmo assim conseguimos desfrutar de uma bela paisagem lá do alto.




Mas também colhemos duas fotos do Google tomadas de pontos não acessíveis aos mortais amadores como nós e que dão bem a ideia da grandiosidade do local.

Imagem: Tripadvisor.it


Então decidimos voltar, assim como outros tantos visitantes. Mas, tudo na vida tem suas compensações. Junto à Porta Saragoza, ao final da descida, bem próximo ao estádio do Bologna, encontramos a Trattoria Meloncello.


Pedimos dois pratos típicos de Bolonha: gramigna, que é uma pasta com ragú de carne e torteloni. Pratos deliciosos e dignos de receber menção nominal, com a nossa recomendação da Trattoria.

Gramigna

E, como estivéssemos exaustos, nada melhor do que um merecido descanso. Em casa fui procurar no Google informações sobre a 15ª estação na via crucis. Pois segundo a wikipédia, o Papa João Paulo II sugeriu que fosse criada uma décima-quinta estação para recordar a ressureição de Jesus, embora esta seja opcional. Está explicado.
Viver em qualquer parte do mundo hoje e ser contra a igualdade por motivo de raça ou cor é como viver no Alasca e ser contra a neve. (William Faulkner, Escritor americano, 1897-1962)

LUGARES

COLMAR - FRANÇA

Colmar, localizada na região da Alsácia, no nordeste da França, próxima às fronteiras com a Alemanha e a Suíça. O local é conhecido por sua arquitetura encantadora e canais pitorescos, que lhe renderam o apelido de "Pequena Veneza" (Petite Venise). Colmar é uma cidade medieval francesa com forte influência alemã, refletida em suas casas coloridas em estilo enxaimel e ruas de paralelepípedos. É considerada uma das cidades mais bonitas e fotogênicas da França. A cidade possui um canal navegável que atravessa o bairro mais famoso, a "Pequena Veneza". A arquitetura local inclui edifícios históricos como a Maison des Têtes e a Igreja de Saint Martin. (Google)

FRASES ILUSTRADAS

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

O OLHO GRANDE

Fabrício Carpinejar
Fabrício Carpinejar

A gula estraga o almoço e a janta. Transforma o que era bom em ruim, a comida sonhada em pesadelo, a paixão dos sabores em escravidão digestiva.

Estamos satisfeitos, comemos bem, mas o olho grande não abandona o prato. Mas o olho grande vai dizendo sim para mais uma porção. Mas o olho grande jura que é o fim do mundo. Mas o olho grande é um cachorro brigando pelo osso. Mas o olho grande continua repetindo. Mas o olho grande avança nas bandejas para não sobrar para ninguém. Mas o olho grande é egoísta e já trata qualquer familiar ou amigo como adversário. Mas o olho grande não come o necessário, come três vezes o necessário, ele nos faz acreditar que não teremos uma nova chance daquele banquete e que precisamos aproveitar.

O olho grande é um pobre dentro de nossos pensamentos, um chinelão, um mendigo, um vândalo, um ladrão.

Eu me sentia feliz até aquela garfada, em seguida ficarei triste, bovino e pesado.

Experimento um porre a seco, um porre alimentar, atravessei o meu limite, a ressaca é inevitável.

Por que me saboto? Custava parar um pouquinho antes. Sei o momento de desistir, é quando não baixei ainda a cabeça, é quando ainda converso, é quando ainda me mantenho sociável e amável. Em minutos, mudarei a minha personalidade. O doce virará veneno. É empunhar novamente a faca e corto também a fruição, forçando a boca a acompanhar a mente insaciável.

Serei agressivo, antissocial, depressivo, suicida. Não suporto nem mais encarar as pessoas na minha frente. Quase grito: “Vão embora, me deixem em paz!”.

Não aprendo com a reincidência. Ainda mais quando reencontro pela frente as minhas favoritas iguarias lasanha, pizza e massa quatro queijos.

Na semana passada, voltei a um dos meus restaurantes prediletos, o Café Colonial em Marques de Souza (RS), só que comi cinco bifes na chapa, cinco salsichas bock, três porções de feijão com banha e duas fritas.

Não conseguia respirar depois. Fui correndo nadar no borbulhante sal de frutas. Passei o dia enjoado, encalhado, inútil, arrotando, acenando para uma Samu do inconsciente.

Não devemos parar de comer o que gostamos, o que devemos é apenas controlar. O ideal é sair com um pouquinho de fome da mesa, despistar a gana reservando um espaço imaginário para a sobremesa.

O exagero mata o prazer. O exagero mata os melhores cozinheiros.

 Fonte: Zero Hora
São as circunstâncias que governam os homens, não os homens que governam as circunstâncias. (Heródoto, Historiador grego, 485-425 a.C.)

LUGARES

LUXEMBURGO

A imagem mostra a Catedral de Notre-Dame na Cidade de Luxemburgo. É a única catedral em Luxemburgo e um marco histórico e religioso significativo. Originalmente, a construção começou como uma igreja jesuíta em 1613, em estilo gótico tardio, com elementos e adornos renascentistas e barrocos. A catedral abriga a imagem milagrosa de Nossa Senhora dos Aflitos, a santa padroeira da cidade e da nação, que atrai muitos peregrinos. A cripta da catedral serve como local de sepultamento para membros da família real luxemburguesa. No cemitério da catedral encontra-se o Monumento Nacional à Resistência e à Deportação. (Google)

FRASES ILUSTRADAS

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

A NOITE DE TENORIO

Ruy Castro

Suas netas, que não o conheceram, choraram e fizeram chorar ao falar dele Tinha 22 anos quando despontou e 35 ao morrer; como pensar nele como um avô?

Um momento para a história, o do dia 1º último, em homenagem ao pianista Tenorio Jr., no Teatro do BNDES. Tenorio desapareceu na noite de 18 de março de 1976, em Buenos Aires, confundido com um ativista local, às vésperas de um golpe militar. Nunca foi encontrado. Há pouco, 49 anos depois do fato, a Polícia Técnica argentina identificou suas impressões digitais como as mesmas de um homem capturado naquele dia, executado com cinco tiros e enterrado numa cova rasa sem identificação. No Brasil, para os filhos e netos de Tenorio, fechou-se um ciclo —se não o terão de volta, pelo menos agora sabem de seu destino.

A jornada teve excepcionais participações musicais, a começar pelo trio Rafael Vernet, piano, Bruno Aguilar, contrabaixo, e Tutty Moreno, bateria, recriando temas e arranjos de Tenorio de seu único disco como líder, "Embalo", de 1964, uma das duas ou três obras-primas do samba-jazz. Os amigos Joyce Moreno, Gilberto Gil e Caetano Veloso dedicaram-lhe empolgantes highlights de seus repertórios. E a participação de Joyce teve um toque emocionante —ela estava a trabalho com Tenorio em Montevidéu, duas semanas antes daquela noite fatal em Buenos Aires.

Mas o evento quase impossível de superar já acontecera: a subida ao palco, chamados por Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, do perito portenho Lucas Guanini, que encontrou as impressões digitais de Tenorio; de Irene Molinari e Sara Mrad, duas das Mães da Plaza de Mayo, o coletivo que busca os desaparecidos da ditadura argentina; de Vera Paiva, filha de Eunice e Rubens Paiva; e dos filhos e netos de Tenorio, duas das quais, as adolescentes Sofia e Marina, choraram e fizeram a plateia chorar ao falar de seu avô.

Tenorio tinha 35 anos ao morrer. Quando despontou para a música, no Beco das Garrafas, apenas 22. Era um garoto —muito difícil pensar nele como um avô. Sofia e Marina nunca o conheceram, claro, e mesmo suas mães eram crianças quando ele desapareceu.

Mas a memória, quando bem guardada, não desaparece.

Fonte: Folha de S.Paulo - 09/10/25
Os anjos podem voar porque não levam nada a sério. (Gilbert Keith Chesterton, Escritor inglês, 1874-1936)

LUGARES

VIENA - ÁUSTRIA

A imagem mostra o Palácio Belvedere, em Viena, Áustria. O complexo de edifícios históricos, construído como residência de verão para o príncipe Eugênio de Saboia no século XVIII, é um Patrimônio Mundial da UNESCO. Atualmente, o Belvedere funciona como um museu e abriga a maior coleção de obras de Gustav Klimt, incluindo a famosa pintura "O Beijo". O complexo é dividido em Belvedere Superior e Inferior, conectados por jardins extensos e abertos ao público. O último nobre a morar no local foi o Arquiduque Francisco Fernando, antes de se tornar um museu após a Primeira Guerra Mundial. (Google)

FRASES ILUSTRADAS