Não sei exatamente quantas horas dormimos, mas com certeza foi uma noite agradável — se é que dá para dizer que uma noite num avião possa ser algo agradável. Na fileira ao lado da nossa, viajaram duas religiosas, assim identificadas pelas vestes características. De manhã, depois do café, minha esposa observou que uma drlas retirou, de uma valise de mão, um grande frasco de creme hidratante. Elas utilizaram o creme para as mãos, e daí veio o comentário acerca de como tinham conseguido passar com frascos contendo material líquido, se tal era proibido. Aventei que o hábito que vestiam podia ser o álibi perfeito para que não fossem revistadas.
Chegamos a Milão por volta das 13 horas, no horário local. São cinco horas de diferença em razão do fuso horário e do horário de verão. A primeira etapa foi passar pela imigração. No local apropriado, formaram-se várias filas e, de imediato, percebemos que o fluxo estava demorando mais do que o normal. Logo notamos que mulheres que viajavam sozinhas ficavam mais tempo no guichê, onde se percebia que respondiam a várias perguntas. Notei que as freiras, já hidratadas, estavam numa fila ao lado da nossa. Eureka! Mudamos para a fila delas, pois não seria crível que, na sua condição, fossem submetidas ao mesmo interrogatório daquelas, digamos, suspeitas. Dito e feito: foi tudo muito rápido. (01/08/2009)











