
UMA MÚSICA QUE VIROU NOME DE CIDADE
O médico e compositor mineiro Joubert Gontijo de Carvalho (1900-1977) compôs a canção “Maringá”, que foi gravada em 1932 por Gastão Formenti, pela RCA Victor, tornando-se logo um grande sucesso, sendo cantada até hoje.
O nome e o tema da música surgiram quando Joubert de Carvalho visitava o Ministro da Viação José Américo. Conversando com o oficial do gabinete, Rui Carneiro, este sugeriu que fizesse uma música abordando o tema da seca no Nordeste.
O compositor pediu a Rui que lhe desse uma lista de pequenas cidades assoladas pela seca. Entre elas estava Ingá, para a qual o compositor imaginou uma cabocla, Maria, que seria a Maria do Ingá, que acabou por tornar-se “Maringá”.
É comum nome de cidades inspirarem canções, mas neste caso, surpreendentemente, o nome da canção originou o nome de uma cidade. “Maringá” era muito cantada pelos operários que desbravavam a mata virgem para construir uma nova cidade no Paraná, e quando a Companhia de Melhoramentos do Norte reuniu-se para definir o nome que seria dado à cidade, a Sra. Elisabeth Thomas, esposa do presidente Henry Thomas, sugeriu que a composição “Maringá” desse nome à cidade.
MARINGÁ
Joubert de Carvalho
Foi numa léva
Que a cabocla Maringá
Ficou sendo a retirante
Que mais dava o que falá.
Que a cabocla Maringá
Ficou sendo a retirante
Que mais dava o que falá.
E junto dela
Veio alguem que suplicou
Prá que nunca se esquecesse
De um caboclo que ficou
Veio alguem que suplicou
Prá que nunca se esquecesse
De um caboclo que ficou
Antigamente
Uma alegria sem igual
Dominava aquela gente
Da cidade de Pombal.
Uma alegria sem igual
Dominava aquela gente
Da cidade de Pombal.
Mas veio a seca
Toda chuva foi-se embora
Só restando então as água
Dos meus óio quando chóra.
Toda chuva foi-se embora
Só restando então as água
Dos meus óio quando chóra.
Estribilho
Maringá, Maringá,
Depois que tu partiste,
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá:
Maringá, Maringá,
Depois que tu partiste,
Tudo aqui ficou tão triste,
Que eu garrei a maginá:
Maringá, Maringá,
Para havê felicidade,
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá.
Para havê felicidade,
É preciso que a saudade
Vá batê noutro lugá.
Maringá, Maringá,
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assossegá.
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assossegá.
(colaboração de Paulo Peres, site Poemas & Canções)
Fonte: Tribuna da Internet
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