domingo, 23 de fevereiro de 2020

ANÔNIMO (QUASE) VENEZIANO

Imagem: Google
Sou dos que pensam que os famosos devem ter sua privacidade respeitada. Ademais, é preferível manter uma cautelosa distância do famoso do que dele aproximar-se e receber uma resposta ríspida, ou um NÃO para um pedido de autógrafo ou de uma foto. Há famosos que não dão a mínima para o assédio; outros adoram. E ainda há os que detestam. Vá saber! Assim, prefiro observar o famoso à distância, ver como reage ao assédio. Sempre é um exercício mental imaginar como eles lidam com a fama quando andam nas ruas como simples mortais. É que temos a tendência de imaginar o famoso ali na nossa frente, segundo a persona que ele transmite através da sua atividade. E nem sempre é assim. Cito isto para registrar um fato corriqueiro que presenciamos em recente viagem à Veneza. Saímos do hotel sem rumo definido e atravessando uma ponte sobre um dos muitos canais da cidade, passaram por nós uma jovem e um senhor que penso fosse o seu pai. Só ouvi, em bom português, ela dizendo: - É ele, eu tenho certeza - ao mesmo tempo em que se virava para trás. Com certeza, eram brasileiros, só não sei a quem se referiam. Passei a observar as pessoas que vinham na nossa direção, sem identificar nenhuma fisionomia conhecida. Mas tão logo descemos os últimos degraus da ponte, voltei o olhar e notei a presença do ator Marcos Caruso, sentado num daqueles degraus, sem quaisquer artifícios para ocultar a sua identidade. Só então comentei o fato com a minha esposa. Após caminharmos mais alguns metros, voltamos o olhar para a ponte e foi quando vimos aquela jovem conversando com o ator. Percebemos à distância, que ele não se mostrava nada incomodado com aquela situação. Até pousou para uma foto com a admiradora. Faço o registro, mais pela atitude simpática do ator, do que pela tietagem. 

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