terça-feira, 26 de setembro de 2017

DOENÇA DA AVERSÃO AO TRABALHO


Já existe a doença da aversão ao trabalho, mas estar desempregado é pior
Eduardo Aquino - O Tempo

S.O.S para médicos, profissionais de saúde, professores, trabalhadores de telemarketing, bancários, motoristas de ônibus, enfim, todos aqueles que trabalham diretamente com o público. Num mundo onde imperam a intolerância, a agressividade, a impaciência e a falta de compreensão e de paciência, as relações de prestação de serviço se tornaram doentias.

Pois a chamada síndrome de Bournout está se tornado epidêmica e, pior, estraçalhando carreiras, dons e as saúdes física e psicológica dos trabalhadores.

Começa com pressões desumanas a que profissionais que lidam com o público estão sujeitos cotidianamente, além da precariedade dos equipamentos e da falta de treinamento e de preparo para lidar com o estresse que permeia a humanidade.

COMBUSTÍVEL – Vivemos num mundo onde o pavio curto, o nervo à flor da pele, a insatisfação generalizada são o combustível para que as pessoas se digladiem no trânsito, no trabalho, em casa, nas redes sociais.

Quem está na ponta desse processo, seja num posto de saúde lotado e sem condições básicas de atendimento humano, seja nas escolas públicas (uma verdadeira cloaca da sociedade), onde explodem todos os podres da decadente e desigual civilização – violência, drogas, sexualidade, ausência de limites e de respeito entre tantos outros – ou mesmo nos serviços de atendimentos ao consumidor, onde palavrões se multiplicam pelos péssimos produtos ou serviços e funcionários sem habilidades e mal remunerados são bombardeados pelos consumidores coléricos, vai acumulando tanto desconforto, desprazer, angústia e trauma no dia a dia que, literalmente, descompensa.

Afastamento médico, demissão, abandono de profissão, com sensação de aversão e quase fobia são consequência desse processo que tritura o corpo e a mente humana.

MATADOURO – Sintomas físicos como sono ruim, mal-estar, palpitação, tremores, aperto no peito, corpo pesado, desânimo, entre outros tantos, ampliam-se no ambiente de trabalho, prejudicando a produtividade e as relações interpessoais e pesando o ambiente. A antiga expressão de ir trabalhar é como “ir para o matadouro” é a síntese do Bournout.

A desfecho da síndrome é a robotização (o profissional entra no “piloto automático” e cumpre suas tarefas com indiferença, de forma autômata, sem prazer e motivação) ou adoece e precisa de tratamento médico e psicológico severos, numa solução radical, abandona sua profissão definitivamente.

Investir no patrimônio humano, que é o maior legado nas relações de trabalho, é fundamental. Qualquer hora escreverei sobre ecologia humana nas empresas, uma série de ações preventivas e de estímulo realizados nos ambientes de trabalho. Mas lembre-se: estar desempregado é ainda mais angustiante!

Fonte: Tribuna da Internet

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