
Num sábado seria realizada uma assembleia extraordinária da Associação dos Magistrados Catarinenses. Eu atuava em Jaraguá do Sul e combinei com o colega Arthur que atuava em Guaramirim. Iríamos juntos, num carro só. Tarde da noite recebi um telefonema do Arthur me informando do falecimento do Apa, juiz de Balneário Camboriú, de quem era muito amigo. Saímos bem cedo para podermos nos despedir do falecido. Chegamos no velório por volta das 4,00hs da madrugada e já haviam muitas pessoas no local. Apresentamos nossas condolências aos familiares e amigos e ficamos um pouco por ali. Nessas ocasiões, passados os momentos de consternação, em meio aos recuerdos das qualidades do falecido, alguns se aventuram em assuntos mais leves, de modo a suavizar o clima. Um desses assuntos girou em torno de um conhecido advogado daquela comarca, que era gago e também muito amigo do pranteado juiz. Aproveitando uma deixa, uma pessoa, não recordo quem, disse que em certa ocasião, o Apa, retornando de São Paulo, ligou para o advogado gago e, cheio de entusiasmo, disse-lhe que tomara conhecimento da existência naquela cidade, de uma escola de gagos muito boa. O causídico, de pronto respondeu ao Apa:
- E-e-eu não pre-pre-preciso de es-es escola. E-e-eu apren-apren-aprendi a gaguejar há mui-mui-muito tempo.
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