terça-feira, 30 de junho de 2020

AS DIABAS CATARINENSES

Charge de Gerson Kauer
Transitou em julgado em Florianópolis (SC) a sentença que suspendeu venda, distribuição e veiculação do filme erótico “As Diabas Catarinenses". O julgado também condenou uma produtora amazonense a pagar R$ 10 mil porque "cenas da película erótica foram gravadas no interior de uma casa de veraneio, em praia do sul da Ilha de Santa Catarina, sem a autorização do seu proprietário". 

Na Internet, a publicidade sobre o filme anunciou que "as Diabas Catarinenses estão todas loucas de tesão e querem saciar seu desejo por homens de ..." (impublicável). Ainda propagou que "muitas garotas safadas fazem sexo de todas as formas e mostram toda sua volúpia em meio a cenas que mostram a beleza de Florianópolis".

Alertado por amigos de que as cenas tinham sido gravadas (fora do verão) em sua casa de veraneio, o proprietário do imóvel - um empresário argentino - obteve uma cópia, assistiu as imagens, viu o desempenho das oito "diabas" e seus três parceiros e sentiu o constrangimento em ter sua casa violada e exposta neste tipo de filme. Por isso, ingressou na justiça.

A antecipação de tutela foi deferida para a suspensão da distribuição do filme e o recolhimento das cópias já comercializadas. A empresa alegou que fez as filmagens "mediante autorização de um representante do proprietário". Este era o caseiro, incumbido de, simplesmente, zelar pelo imóvel fora da temporada.

Na instrução, a produtora das imagens não conseguiu comprovar que tivesse recebido regular autorização para as filmagens.

Segundo a sentença, "a empresa – experiente no ramo da pornografia – deveria ter se cercado de maiores cuidados ao escolher o local das filmagens, providenciando, inclusive, contrato de locação por escrito com o suposto administrador". 

Observadores ficaram abismados com o desempenho de Tati, Thais e das duas Vanessa. E se espantaram com a dimensão exibida por Don Picone, o principal ator masculino. O dono da residência violada pelas oito "diabas" e seus três parceiros está, até agora, querendo cobrar o valor da indenização. 

A empresa murchou - ninguém mais sabe dela, ninguém viu. A fase de cumprimento de sentença vai prosseguir via edital.

Fonte: www.espacovital.com.br

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