quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

MAIS SORTE QUE JUÍZO!

Vez por outra me deparo com relatos na rede social, de turistas azarados. Automóveis arrombados de onde são furtadas malas, equipamentos e tudo o quanto possa representar valor econômico para os meliantes e dor de cabeça para as vítimas.

Há casos de automóveis arrombados em locais pouco movimentados, como quando alguém estaciona próximo a uma praia.

E não é não Brasil. Os casos registrados estão ficando cada vez mais frequentes em países do dito Primeiro Mundo. Barcelona desponta na pole position. Mas há outras cidades e outros países.

Inúmeras vezes utilizei o automóvel como meio de transporte. Andei pela Itália, França, Alemanha, Espanha, Portugal, Suíça, etc. e nunca tive a desagradável surpresa de ter sido alvo de um arrombamento. Mas foi por pouco.

Em certa oportunidade, viajando pela Itália, alguém nos sugeriu visitar a pequena cidade de Atri, na região de Abruzzo, entre o mar Adriático e os Apeninos. 

De um modo geral, a circulação e o estacionamento em cidades históricas não é recomendável, tanto pela logística como pelo custo financeiro.

Mas todas, ou quase todas essas cidades, oferecem espaços públicos para o "parquegiamento", geralmente situados em local próximo do centro turístico.

Segui a regra: Encontrei um espaço público, que era gratuito e após uma pequena caminhada fomos conhecer a pequena cidade. Aproveitamos para almoçar por lá mesmo, onde encontramos uma brasileira trabalhando no restaurante.

E como tínhamos outros objetivos por diante, iniciamos a pequena descida rumo ao estacionamento. Lá chegando, simplesmente gelei! O vidro da porta do motorista estava baixado (abetto). Todos os nossos pertences estavam no porta-malas. Antevi o caos.

Abri o compartimento de bagagens e senti um alívio imediato. Tudo estava no lugar, exatamente como eu havia acomodado antes de partir da nossa pousada.

Analisadas as prováveis hipóteses, cheguei à conclusão de que o automóvel que locamos não era do tipo que fecha o vidro automaticamente, assim que o motor é desligado.

Mas a conclusão mais apropriada para o caso que vivenciamos foi a de que temos mais sorte do que juízo, sorte que outros viajantes/turistas, não tiveram em suas desventuras.

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