Compartilho a parte final do livro que seria um Guia de Cortesia da National Federation of the Blind:
"Quando você me encontrar, não se sinta constrangido. Vai nos ajudar muito se você se lembrar de algumas atitudes simples de cortesia:
- Sou uma pessoa comum, só que cega. Você não precisa levantar a voz ou me tratar como uma criança. Não pergunte ao meu cônjuge se quero chantili no café, pergunte a mim.
- Posso usar uma bengala branca ou um cão-guia para caminhar de forma independente; ou talvez eu peça que você me dê o seu braço. Permita que eu decida e, por favor, não agarre no meu braço, deixe que eu pegue o seu. Vou manter uma distância de meio-passo atrás para me precaver de obstáculos e degraus.
- Quero saber quem está no cômodo comigo. Avise-me disso quando entrarmos. Apresente-me aos demais, inclusive às crianças, e me avise caso haja algum gato ou cachorro.
- A porta de um cômodo, armário ou carro parcialmente aberta pode ser uma armadilha para mim.
- No jantar não terei nenhuma dificuldade para manusear os talheres.
- Não evite as palavras como "ver". Eu também as uso. Sempre me sinto feliz em ver você.
- Não quero piedade. Não fale sobre "as maravilhas compensações da cegueira. Os meus outros sentidos (tato, olfato e audição) não melhoraram quando eu fiquei cego. Confio mais neles hoje e, por isso, consigo extrair mais informações com eles do que você consegue. É só isso.
- Posso conversar com você sobre a cegueira caso tenha essa curiosidade, mas isso é algo antigo para mim. Tenho muitos outros interesses, assim como você.
- Se eu sou seu hóspede, por favor, mostre-me onde fica o banheiro, o armário, a cômoda, a janela e o interruptor de luz. Gosto de saber se as luzes estão acesas.
- Não me veja simplesmente como uma pessoa cega. Sou apenas uma pessoa, que, por acaso, é cega."
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