domingo, 6 de setembro de 2026

AVISO

O Blog permanecerá inativo por trinta (30) dias

Motivo: Viagem

Para acompanhar acesse irbianchi.blogspot.com


LIVROS

A Dona do Café Mühle
Helena Marten
535 Páginas

SINOPSE
O café e os segredos do seu preparo são o delicioso fio condutor pelo qual a autora Helena Marten reproduz a atmosfera de Frankfurt na primeira metade do século 18, época em que as cafeterias começam a se espalhar pela Europa. Esses estabelecimentos ainda se confundiam com tavernas e, não raro, com antros de prostituição e jogos de azar. É esse tipo de preconceito que Joanna, a protagonista, enfrenta ao herdar o Café Mühle após a morte do marido. Além disso, precisa mostrar força e coragem para lutar contra rivais inescrupulosos que querem arruinar o seu negócio. Para construir a trama, a autora Helena Marten lança mão de personagens multifacetados e mergulha nos becos do bairro judeu de Frankfurt para retratar as difíceis condições de vida daquela comunidade. E leva a protagonista a uma viagem incrível pelo mundo do café, que inclui uma passagem por Veneza e o famoso Caffè Florian e até por Constantinopla, a capital do Império Otomano, onde Joanna aprende os segredos da ?mestre cafeeira? do sultão. Em suas andanças, Joanna nunca perde de vista a lembrança de seu Café Mühle e o amor proibido que sente por Gabriel, um violinist. (https://dlivros.com/livro/dona-cafe-muehle-helena-marten)
Os seres aos quais servimos de amparo são para nós um apoio na vida. (Marie Von Ebner-Eschenbach)

LUGARES

LAGO DE MISURINA - ITÁLIA

Esta imagem mostra a região do Lago di Misurina, localizado nas espetaculares montanhas das Dolomitas, na província de Belluno, Itália. Ao fundo, avista-se a imponente fachada do tradicional Hotel Lavaredo, situado a cerca de 1.756 metros de altitude. (Google)

FRASES ILUSTRADAS

sábado, 5 de setembro de 2026

ROMANCE FORENSE

A RESERVA CONJUGAL
A conclusão está, ipsis literis, no acórdão: "o choque de culturas vertido pela antiga tradição familiar japonesa é a causa do fracasso no casamento". O julgado pôs fim ao matrimônio de um casal de japoneses, moradores de Porto Alegre, depois de vários meses de brigas no lar.

Ele veio ao Brasil ainda menino e ela, 15 anos depois, já moça – quando os costumes orientais tinham sido modificados. Conheceram-se aqui, onde também casaram. A diferença etária era de 16 anos. Ele ocupava as horas livres lendo sobre a cultura samurai; ela gostava de teclar no notebook.

Ele não permitia que ela se relacionasse com vizinhos. Exigia que ela usasse sempre saias compridas. E quando os dois brigavam e a esposa saía de casa, não permitia que, no mesmo dia, ela voltasse ao lar.

Na rua, quando caminhavam, ele exigia que ela viesse, na mesma calçada, atrás dele.

O marido impunha à mulher o jugo da submissão” – contou o relator, depois de destacar o depoimento de uma testemunha, também japonesa, que - em fala enrolada - informara que “o conflito conjugal era motivado pela total diferença de pensamentos deles".

O depoimento ainda revelou que "ele era um homem trabalhador e honesto, mas exigia da esposa, no Brasil, o mesmo padrão de 40 anos atrás no Japão: proibição de dirigir veículos; não levantar a voz; nunca sair de casa sozinha". Segundo outra testemunha, "ela é uma mulher moderna, originária dos padrões culturais e intelectuais dos tempos atuais, instrução superior”.

Em primeiro grau, a sentença tinha afirmado que o casamento findara só por culpa do marido, sendo improcedente a ação reconvencional que ele propusera contra a mulher.

Na apelação que ele apresentou – e que foi provida pela Câmara – os desembargadores decidiram pela “culpa concorrente, justamente representada pelas profundas diferenças em seus respectivos jeitos de viver".

Quando arrematava seu voto, o relator acrescentou um detalhe revelador:

- E pelo depoimento dela, fico sabendo que o marido não permitia à esposa que tomasse a iniciativa das relações sexuais. O próprio marido, ao depor, admitiu essa reserva conjugal.

Houve um silêncio na pequena plateia e o presidente arrematou:

- Esse detalhe não é para as notas taquigráficas, nem para o acórdão. Vamos ficar só no choque de culturas!...

Fonte: www.espacovital.com.br
O problema do nosso tempo é que o futuro não é aquilo que costumava ser. (Paul Valéry, poeta francês, 1871-1945)

LUGARES

ATENAS - GRÉCIA

Esta imagem mostra o famoso Partenon na Acrópole de Atenas, na Grécia. [1]O Partenon foi construído no século V a.C. É um templo dedicado à deusa grega Atena. O local passa por obras contínuas de restauração. (Google)

FRASES ILUSTRADAS

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

SEIKO OBARA

DANZA PARAGUAYA 

O que realmente me interessa é se Deus tinha escolha na criação do mundo. (Albert Einstein, físico alemão, 1879-1955)

LUGARES

​SAN MARINO - REPÚBLICA DE SAN MARINO

A imagem mostra o histórico edifício da Parva Domus (também conhecido como o petit palazzo ou sede administrativa menor) situado na Piazza della Libertà, no centro histórico da cidade de San Marino, na República de San Marino. Fica na praça principal (Pianello) da capital do microestado europeu. Construção em pedra clara com arcadas no pavimento térreo e uma torre com cúpula característica. A praça também abriga o famoso Palazzo Pubblico (sede do governo) e a Estátua da Liberdade de San Marino. (Google)

FRASES ILUSTRADAS

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

EXAME ORAL

José Horta Manzano

Fui escolarizado nos tempos em que professor ensinava e aluno aprendia. Assim mesmo, na hora das provas de fim de ano, meu terror maior – e de muitos colegas – eram os exames orais.

Nas provas escritas, a gente ficava um pouco estressado (essa palavra é nova, na época se dizia nervoso). Mas sempre dava pra parar e passar uns minutinhos tentando lembrar um ponto esquecido. Dava pra dar uma espiadinha na prova do colega ao lado, desde que ele permitisse. Dava até pra tirar um papelzinho enrolado no fundo da caneta tinteiro ou previamente grudado debaixo do tampo da carteira, expediente que a gente chamava de cola.

Na hora das orais, aí é que eram elas. Lá íamos nós, juventude atemorizada, assim que nosso nome era chamado, pernas cambaleando, garganta seca, olhar implorando por misericórdia, a enfrentar a temida hora da verdade. O peso atribuído aos exames orais era alto, portanto todo cuidado era pouco. Face a face com o examinador – que não necessariamente era nosso professor habitual – não havia como colar, dar uma espiada na prova do colega, pedir um tempo para recordar um ponto importante. Era um pingue-pongue de perguntas e respostas. Ouvido o pingue, tinha-se de responder com um imediato pongue.

Era um sufoco (a gente dizia uma agonia). Tinha gente mais cool (a gente dizia folgada) que não se abalava com exame oral. Entrava na sala como quem entrasse no Cine República pra ver uma chanchada.

Em resumo, complicado ou não, era passagem obrigatória, exercício do qual não havia como escapar. E todos entendiam isso. Nunca vi ninguém faltar a exame oral de fim de ano. O castigo era ficar de segunda época e ter de estudar durante as férias e voltar em fevereiro para enfrentar… a mesma prova oral. Impensável.

Os bem-informados leitores e as argutas leitoras sabem que em outubro teremos eleições gerais, e que estamos em plena campanha eleitoral oficial. Estações de televisão, sites de notícias e outras plataformas de informação estão convidando os principais candidatos à Presidência para apresentarem seus respectivos programas de governo e para debaterem num rodízio de perguntas e respostas.

Não sei se por causa de traumas paralisantes ligados ao velho exame oral, alguns candidatos, justamente os mais bem colocados nas pesquisas, estão mostrando aversão pelo joguinho de “Candidato, seu tempo se esgotou” ou “Candidato, é sua vez de responder”. Pretextos, há vários. Diz um que não quer ser alvo de apedrejamento. Diz outro que “Se ele não for, eu também não vou”.

Um pouco de coragem, senhores, vamos! Só se esconde quem não está em condições de dar respostas civilizadas e convincentes. Não pega nada bem só fazer campanha cercado de seguranças e correligionários, sem adversários para exercerem o contraditório. Se, para o atual presidente, que quer ser reeleito, já fica feio pra caramba, para o desafiante fica pior ainda. Como é possível que um senador, que nunca exerceu a presidência, tenha medo de responder a perguntas sobre seus atos controversos?

O eleitor tem o direito de saber quem são os dois personagens que pedem seu voto, mas que fogem a toda pergunta embaraçante. Querem ser eleitos pelos belos olhos? Ou pela fama, Luiz Inácio? Ou pelo sobrenome, Flavio B.?

Nenhum dos dois é campeão de oratória (nem de enrolatória). Um não deve temer o outro. Ainda que o adversário fosse um Carlos Lacerda ressuscitado, o Brasil dispensa belas palavras e espera ouvir a verdade do passado e a promessa de futuro honesto. Futuro honesto?

É, talvez more aí o problema.

Fonte: brasildelonge.com

O maior prazer que alguém pode sentir é o de causar prazer aos seus amigos. (Autor desconhecido)

LUGARES

TOMAR - PORTUGAL

Tomar é uma cidade portuguesa de 14123 habitantes, pertencente ao distrito de Santarém, na histórica província do Ribatejo. Integra atualmente a região do Oeste e Vale do Tejo, NUT3 do Médio Tejo. É sede do Município de Tomar com 351,2 km² de área e 40 677 habitantes, subdividido em 11 freguesias. Wikipédia

FRASES ILUSTRADAS

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

VIAJAR É TUDO DE BOM

Em sala de espera de consultório dentário sempre tem revistas à disposição dos clientes. Novas ou antigas, encontra-se de tudo. Pouco importa o assunto já que a preocupação é com a broca que logo, logo irá atacar algum dente que teima em doer.

Pois numa dessas ocasiões, folheando uma  revista especializada em viagens, encontrei uma frase que adotei na hora:

"Prefiro histórias para contar a objetos para mostrar".

Desde então, nunca mais parei de viajar. E assim pretendo continuar, ao menos enquanto eu tiver forças para arrastar a minha mala.

Qualquer destino é bom. Ver coisas novas, vivenciar hábitos diferentes e tudo o mais que compõe uma viagem, nos afasta daquela sensação de que moramos no umbigo do mundo. 

A cada nova viagem acrescentamos mais conhecimento ao nosso acervo mental. Passamos a olhar os outros povos sob outra ótica. 

A síntese de Mário Quintana diz tudo.
Numa época de mentiras universais, dizer a verdade é um ato revolucionário. (George Orwell)

LUGARES

CONCARNEAU - FRANÇA

A imagem mostra a marina e o porto de Concarneau, na Bretanha, França, com diversos veleiros ancorados e as construções tradicionais da cidade ao fundo. 

O que você pode ver na imagem

Porto de Plaisance (Marina): Uma grande quantidade de barcos a vela e embarcações de recreio atracadas nas águas calmas da bacia.

Paisagem urbana costeira: Edifícios e casas características da região portuária de Concarneau margeando o cais. (Google)