quarta-feira, 24 de junho de 2026

CHUVA, BARRO E FRIO

1961 foi o ano em que o Cristóvão de Mendoza passou a funcionar no novo prédio. As aulas eram distribuídas em três turnos: dois vespertinos e um noturno. Fiquei no primeiro turno vespertino, cujas aulas iniciavam por volta do meio-dia e findavam às quatro da tarde. O deslocamento podia ser feito por transporte coletivo, mas, nos dias quentes de verão, eu e outros colegas preferíamos ir e voltar caminhando. Em dias de chuva, seguíamos de ônibus.

Segundo recordo, a Avenida Júlio de Castilhos era pavimentada apenas até o Parque Cinquentenário. O viaduto ainda não existia; o aterro formava um paredão que represava as águas, formando um pequeno lago;  e as águas da chuva desciam com força — era a natureza agindo. Contudo, por motivos que não recordo, no inverno daquele ano ocorreu uma greve no transporte coletivo. Ficamos sem opção: era caminhar ou caminhar. O barro que se acumulava no trecho não pavimentado da Júlio era infernal. Por vezes, era preferível passar defronte ao atual Estádio Centenário, o que tornava mais longa a caminhada. Ao menos, pelo trecho alternativo, as ruas se apresentavam menos enlameadas. De qualquer maneira, calçado nenhum ficava imune aos avanços da umidade. Tudo era aprendizado...

Nenhum comentário:

Postar um comentário