sábado, 4 de dezembro de 2021

ÔMICRON: IMPACTOS AINDA DESCONHECIDOS

ÔMICRON: IMPACTOS AINDA DESCONHECIDOS
Julio Abramczyk

Anvisa destaca que impactos da ômicron ainda são desconhecidos. Variante detectada inicialmente na África do Sul tem dezenas de mutações

Entre um susto e outro pelas novas variantes que surgem, continuam se destacando as atividades da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e suas orientações técnicas especializadas para decisões governamentais relacionadas à pandemia pela Covid-19.

Em seu site estão as mais confiáveis informações sobre a pandemia e as variantes do novo coronavírus.

Em relação à variante mais recente, denominada de ômicron pela OMS (Organização Mundial da Saúde), e às vacinas usadas, a Anvisa destaca não ter conhecimento, até o momento, de potencial impacto.

A agência divulga que as atuais vacinas dos laboratórios Pfizer, Butantan, Fiocruz e Janssen permanecem efetivas na prevenção contra a Covid-19.

E recomenda que a melhor coisa que as pessoas podem fazer é a vacinação e o reforço do imunizante. Importante também manter as medidas de proteção: máscara, lavar as mãos e distância social.

O primeiro alerta sobre a ômicron chegou rapidamente da África do Sul, mas os cientistas ainda não sabem em que parte do mundo a variante surgiu.

A ômicron com suas 32 mutações em seu interior causa preocupações porque, a exemplo de variantes anteriores, podem ou não estar relacionadas a aumento de transmissibilidade e a contornar a proteção dada pela vacinação.

Algumas variantes realmente se disseminaram pelo mundo, como a delta, mas outras, como beta e gamma, parecem nunca ter ido para muito além das regiões onde surgiram.

Fonte: Folha de S. Paulo
Um conservador é um homem muito covarde para lutar e muito gordo para correr. (Elbert Hubbard)

LUGARES

TOSCANA - ITÁLIA
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A Toscana é uma região da Itália central com cerca de 3,7 milhões de habitantes, cuja capital é Florença. Tem limites a noroeste com a Ligúria, ao norte com a Emília-Romagna, a leste com Marcas e Úmbria e ao sul com o Lácio. A oeste seus 397 km de litoral são banhados pelo Mar Lígure e o Mar Tirreno. A Toscana administra ainda as ilhas do Arquipélago Toscano, a principal das quais é a Ilha de Elba. 

BOAS FALSAS HISTÓRIAS

BOAS FALSAS HISTÓRIAS
Ruy Castro

Garrincha não chamava ninguém de João e Dolores não escreveu com batom num lenço de papel

Diz a lenda que, ao passar por Tom Jobim ao piano, Dolores Duran perguntou-lhe que beleza era aquela que ele estava tocando. "É uma canção em que estou trabalhando", disse Tom. Daí Dolores teria tirado da bolsa seu batom e escrito, de primeira, num lenço de papel: "Ah, você está vendo só/ Do jeito que eu fiquei/ E que tudo ficou...". Ok, agora tente você escrever não uma obra-prima do samba-canção, como "Por causa de você", mas qualquer coisa com batom num lenço de papel. Na vida real, Dolores escreveu a letra em casa, no maior sossego, talvez com uma Parker.

Outra história é a de que Tom e Vinicius de Moraes, bebendo num botequim em Ipanema, viram uma moça passar e ali mesmo fizeram "Garota de Ipanema". Seria assim tão fácil? Além disso, era proibido tocar violão no Veloso, como o botequim então se chamava. A moça passou mesmo por lá, mas Tom fez a música ao piano em seu apartamento e Vinicius, a letra, na casa de Lucinha Proença, sua mulher na época, em Petrópolis. Levaram um mês para terminá-la.

Também não é verdade que o violonista Baden Powell, ao receber um convite para tocar na Casa Branca, em Washington, em 1963, tivesse dito: "Não posso. Nesse dia tenho show no Zum-Zum". Imagine alguém recusar a Casa Branca pelo Zum-Zum, uma humilde boate em Copacabana —nem o desligado Baden faria isso. Para completar, os fatos não batem: os convites da Casa Branca eram feitos com meses de antecedência, e os shows do Zum-Zum, decididos de véspera.

E, embora ainda a contem, esqueça a história de que Garrincha chamava de "João" o adversário que iria marcá-lo no jogo do dia seguinte. Fora inventada por seu amigo, o jornalista Sandro Moreyra, e Garrincha a detestava porque fazia com que o jogador, para não se tornar um "João", entrasse nele para rachar.

São boas histórias, mas falsas, sem base nos fatos. Hoje as histórias falsas se passam em Brasília e não têm a menor graça.

Fonte: Folha de S. Paulo

FRASES ILUSTRADAS


sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

LULA E A DEMOCRACIA

Lula ainda faz questão de ser um político em estilo cubano

LULA E A DEMOCRACIA
J. R. Guzzo
Estadão

Lula tem um problema insolúvel com a democracia e não resolverá até a eleição – nem depois

O ex-presidente Lula, candidato das esquerdas brasileiras e mundiais à Presidência da República em 2022, tem um problema insolúvel com a democracia. Não resolveu em 40 anos de vida na política. Não vai resolver até o dia da eleição – e nem depois. O motivo para isso é o mais descomplicado que poderia haver.

Lula não consegue se entender com a ideia de democracia porque, em primeiro lugar, não aceita a prática da liberdade individual, nem admite que alguém pense de modo diferente do seu – se pensar, é bandido safado de direita. Em segundo lugar, está claro, desde sempre, que o que ele gosta, mesmo, é de uma boa ditadura; é a favor, com devoção de beato, de todas as que estão por aí.

DEMOCRACIA À CUBANA – É uma ideia fixa. Lula não consegue ouvir a palavra “Cuba” sem fazer, na hora, um discurso de comício para explicar que todas as barbaridades do sistema, da repressão policial à calamidade permanente da economia, não existem – ou, se existem, não têm nada a ver com o governo. É sempre a mesma ladainha.

Cuba precisa de “mais tempo” para resolver os seus problemas; não resolveu nenhum, em 60 anos de regime comunista, mas precisa de “tempo”.

Oposição? Segundo Lula, ela não vai melhorar os índices de democracia de Cuba reclamando do governo. Repressão policial? Isso existe em todos os países do mundo, diz ele.

CULPA DOS AMERICANOS – Mas nada se compara, em sua obsessão, com o “bloqueio americano”. Cuba, segundo Lula, não tem seringas para aplicar a vacina da covid por causa dos Estados Unidos, e não pela incompetência terminal do regime.

Cuba é um dos países mais pobres do planeta, mas o seu sistema econômico e político está corretíssimo; a coisa só não deu certo porque os americanos não permitem.

Fomos informados, também por Lula, que Cuba seria “uma Holanda” se os Estados Unidos tivessem deixado; em nenhum momento lhe passa pela cabeça que Cuba não é uma Holanda porque é governada de uma maneira que a impede, materialmente, de ser uma Holanda.

JÁ ERA TEMPO – Se os Estados Unidos não querem vender (ou dar) seringas para Cuba, por que o governo não vai comprar de algum dos outros 200 países do mundo? É incompreensível, também, que em 60 anos de comunismo Cuba continue a depender da economia americana para tudo – se os Estados Unidos não compram nem vendem, o país não funciona. Já não teria dado tempo para Cuba, a inimiga número 1 do “imperialismo”, construir a sua independência econômica?

É a mesma conversa com Venezuela e Nicarágua – nenhum dos dois regimes tem culpa de nada que acontece por lá. Para Lula, governo ruim só existe no Brasil.

Fonte: Tribuna da Internet
Há livros escritos para evitar espaços vazios na estante. (Carlos Drummond de Andrade)

LUGARES

CORTONA - ITÁLIA
Cortona é uma comuna italiana da região da Toscana, província de Arezzo, com cerca de 22.046 habitantes. É o centro cultural e artístico principal do Val di Chiana após Arezzo. Fundada pelos etruscos, Cortona é uma das mais antigas - e mais belas - cidades nas colinas da Toscana. Muito poderosa na Idade Média, foi capaz de defender-se conta Siena e Arezzo. Hoje apresenta-se como um atraente labirinto de ruas antigas e construções medievais...Com ruas estreitas e íngremes, está situada em uma colina (altitude 600 metros).

MR. MILES


VIAJAR NÃO É ARITMÉTICA: É POESIA

Esse clichê de chamá-lo de “o homem mais viajado do mundo” não passa de um grande erro. Por favor, visite o site www.mosttraveledpeople.com e comprove. (…) Usar esse título é enganoso e mostra um grande desrespeito com todos os viajantes.
Thiago Ghilardi, por email

Caro Mr. Miles: (…) você é com certeza muito viajado, tanto quanto eu, mas jamais pode considerar-se o homem mais viajado do mundo, pois há gente que conhece muito mais lugares do que nós dois. Basta consultar o Traveler’s Century Club, sociedade a qual pertenço e que congrega viajantes que conhecem até 300 países!.
Pedro Yannoulis, por email

My dear friends Thiago and Pedro. Antes de mais nada, quero lhes esclarecer de que não estou participando de qualquer tipo de competição. Creio que o primeiro jornal a me atribuir esse honroso (porém duvidoso) epíteto, foi o Berliner Morgenpost, baseado em informações de terceiros. Aos poucos — e para minha surpresa, — ví meu nome ecoar em veículos asiáticos, africanos e americanos, sem jamais compreender a origem do superlativo. A bem da verdade, fellows, nunca tive a curiosidade de calcular o número de países ou cidades que visitei. Além da pesquisa longa, minuciosa e inútil que essa busca demandaria, não sou um viajante ligado a estatísticas. Os números que freqüentemente me são atribuidos são aleatórios e irrelevantes. Servem, as I understand, como um chamariz para os leitores e, se eles ficarem satisfeitos com minhas singelas narrativas, so do I.

Viajar, my friends, tem a ver com prosa, poesia, compreensão e tolerância. Trata-se, a meu ver, de uma uma ciência necessariamente inexata, sem qualquer conexão com o mundo dos números e das cifras — exceto pelas referências comparativas que eles nos oferecem.

Não sou, indeed, um colecionador de viagens. Não pertenço a clubes ou associações e, em nenhuma circunstância, coloco alfinetes em um mapa-mundi. Há pessoas que adoram ser registradas em livros de recordes ou que têm paredes repletas de medalhas. Unfortunately, não sou uma delas. Sou apenas um viajante incorrigível. Os que me consideram o homem mais viajado do mundo devem fazer algum tipo de ultrajante equação que multiplica a incidência de minhas jornadas por minha notória longevidade. I don’t care about. Devo estar em Muscat pela décima vez em minha vida. Cada passo que dou é uma nova feliz descoberta — que não vale um mísero ponto para quem vive de estatísticas. Mas que vale sempre, e muito, para mim. Do you know what I mean?

Fonte: Facebook

FRASES ILUSTRADAS


quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

ANTIVAX E TERRA PLANA

Antivax (contrário à vacinação)
by Rick McKee, desenhista americano

ANTIVAX E TERRA PLANA
José Horta Manzano

Para reforçar o que escrevi dias atrás no post A grande derrota de Bolsonaro, a Folha publicou ontem alguns números de um estudo sobre a aceitação das vacinas. A pesquisa é fruto de parceria entre o Banco Mundial e o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

Praticamente todos os países da América Latina foram investigados. Entre essas 24 nações, o Brasil é aquele em que a vacina contra a covid-19 tem a mais ampla aceitação. Apenas 3% da população é antivax (ou vacino-hesitante, ou contrário à vacinação – é tudo a mesma coisa). Nos 24 países, a média dos que são contra a vacina é de 8%.

O estudo não diz a razão da hesitação. Medo de virar jacaré? Medo de ser menina e virar menino (ou vice-versa)? Medo de pegar aids? Medo de “morte, invalidez, anomalia” – como preveniu o capitão? A meu ver, é medo de agulha mesmo. Um inconfessável e irrefreável medo de levar picada. Talvez seja algum resto de fobias herdadas, como medo de picada de pernilongo, de aranha, de escorpião.

O importante é constatar que a pregação do presidente não serviu pra nada, rigorosamente pra nada. Com ou sem pregação, sempre haveria esses gatos pingados que recusariam a vacinação.

O resultado do estudo nos ensina que, na hora do vamos ver, cada um cuida de si. Vão pro lixo ideologias, posições no espectro político e convicções íntimas. Os devotos, que juram que se atirariam num precipício se o capitão mandasse, mostram que a devoção não é tão forte assim.

A cada dia que passa, o “mito” vai deixando claro que é isso mesmo: ele não passa de mito, uma “narrativa” que pouco a pouco se desnuda. Seu poder de aglutinar o povo é balela. O homem tem mais é poder de espantar e botar todos pra correr, inclusive os que um dia porventura tenham depositado confiança nele.

Fica de novo confirmada a grande derrota de Bolsonaro. Não conseguiu convencer nem os próprios terraplanistas.

Pátria amada, pátria amada,
logo logo estarás libertada!
O estropício, enxotado!
Nosso pendão, recuperado!

Fonte: brasildelonge.com
Ouve o conselho de quem muito sabe; sobretudo, porém, ouve o conselho de quem muito te estima. (A. Graf)

LUGARES

BELLAGIO - ITÁLIA
Bellagio é uma comuna italiana da região da Lombardia, província de Como, com cerca de 2.945 habitantes. A cidade situa-se no triângulo lariano e é famosa por sua localização pitoresca na intersecção dos três braços fluviais do Lago de Como com sua forma particular de um "Y" invertido. O antigo vilarejo de pescadores, cujo nome significa "belo lago", é atração turística desde o século XIX. Bellagio inspirou o hotel e casino Bellagio situado em Las Vegas nos Estados Unidos.

NÃO TROPECE NA LÍNGUA


AFRO-BRASILEIRO E AFRODESCENDENTE

--- Agradeço a gentileza de informarem qual ou quais são as regras para a formação das palavras compostas. Mais precisamente: por que afrodescendentes e afro-brasileiro? Jorge Luiz Gomes Madeira, Rio de Janeiro/RJ
Afro-brasileiro é hifenizado porque se trata de um adjetivo pátrio composto, isto é, um adjetivo formado de elementos designativos de duas ou três nacionalidades diferentes. No caso, temos os adjetivos africano + brasileiro = afro-brasileiro. Os adjetivos pátrios são também chamados gentílicos ou étnicos quando designam raça ou região de origem, como asiático e saxão, por exemplo.

Normalmente, na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento adquire uma forma reduzida derivada da origem erudita da palavra. E, de acordo com a regra de flexão dos adjetivos compostos, só o último elemento varia. Vejamos alguns exemplos:
  • africano + americano  = A dança com batuque é de tradição afro-americana.
  • alemão + brasileiro = Em Santa Catarina é forte a integração teuto-brasileira.
  • grego + romano = Estudar a antiguidade greco-romana é fascinante.
  • italiano + alemão + japonês = A guerra eclodiu por conta de um acordo ítalo-teuto-nipônico
  • inglês + americano = Há muito tempo frequento o instituto anglo-americano.
  • espanhol + americano = A literatura hispano-americana é muito rica.
  • europeu + africano = As relações diplomáticas euro-africanas estão mais estreitas.
  • português + brasileiro = Não se deve descuidar dos interesses luso-brasileiros.
  • chinês + brasileiro = O comércio sino-brasileiro aumentou depois da visita do primeiro-ministro chinês ao Brasil.
  • japonês + brasileiro = Assinaram um protocolo visando a um intercâmbio cultural nipo-brasileiro.
  • finlandês + brasileiro = Na distante Finlândia vivem alguns casais fino-brasileiros.
  • indiano + europeu = As línguas indo-europeias fizeram parte do nosso estudo.
  • chinês + russo = Os montes Urais, na fronteira sino-russa, constituem uma barreira natural entre a China e a Rússia.
  • austríaco + húngaro = Durante o império austro-húngaro, Viena teve uma vida cultural e econômica muito expressiva.
  • romano + alemão = No Brasil temos uma tradição jurídica romano-germânica.
Já a palavra afrodescendente é um substantivo. Não se trata do “afro” forma reduzida do adjetivo “africano” anteposto a outro adjetivo, como no caso anterior, mas da redução ou dedução do substantivo “africano” utilizada como elemento de composição,  caso em que não se usa o hífen (equivale aos elementos prefixados da Tabela II, “Só Palavras Compostas”): 
  • Então os pobres e desvalidos afrodescendentes, que haviam sido alforriados e abandonados, foram expulsos para a periferia das cidades.
Outros dois casos de composição semelhante ocorrem nos novos termos tecnocultura (cultura das tecnologias) e infovias (vias de informação), por exemplo.

Fonte: www.linguabrasil.com.br

FRASES ILUSTRADAS


quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

TERCEIRA VIA NUNCA FOI TÃO IMPROVÁVEL, NEM TÃO NECESSÁRIA

TERCEIRA VIA NUNCA FOI TÃO IMPROVÁVEL, NEM TÃO NECESSÁRIA
Joel Pinheiro da Fonseca

Ideal seria que Moro, Ciro e Doria não concorressem ao mesmo tempo

Pouco a pouco vão se afunilando as escolhas para a candidatura de terceira via, essa última esperança de que o Brasil escape da dicotomia Lula e Bolsonaro em 2022. Mas por que ser contra essas duas candidaturas?

De Bolsonaro não é preciso falar muito, já que o estamos vivendo: o misto de incompetência e má fé a que estamos submetidos há quase três anos lançou o país num clima de bagunça constante no qual tudo se deteriora: educação, meio ambiente, saúde pública (sem esquecer a conduta criminosa na pandemia), economia, relações internacionais. Em todas as áreas, o retrocesso é palpável. Bolsonaro é bom em criar ruído e desviar o foco; em todo o resto, é um desastre. Sem falar nos insuportáveis ataques à democracia.

Quanto a Lula, ele chega montado na mesma máquina de guerra petista que deu início a retórica do ódio político no Brasil (mais tarde aperfeiçoada pelo bolsonarismo) enquanto capitaneava os maiores escândalos de corrupção da nossa história. No discurso hoje dominante no PT, mensalão e petrolão nunca existiram, Venezuela e Nicarágua são exemplos de democracia e a prioridade no Brasil deveriam ser o controle social da mídia e o combate ao neoliberalismo.

Além dos motivos que depõem contra os dois, o debate político brasileiro se beneficiaria da quebra da lógica da polarização que piora a cada ciclo eleitoral. 2022 promete ser ainda pior que 2018. Promover um segundo turno diferente de Lula x Bolsonaro já arejaria o debate.

O problema está na matemática. De acordo com a pesquisa mais recente (PoderData, 22 a 24 de novembro), a soma das intenções de voto de todos os candidatos da terceira via dá algo próximo da intenção de voto de Bolsonaro. Portanto, qualquer que seja o escolhido da terceira via, ele terá que não apenas concentrar grande parte desses votos hoje dispersos como também conquistar eleitores novos.

Para essa conquista ocorrer, há duas possibilidades: tirar votos de Lula ou de Bolsonaro. No momento, Lula parece solidamente estabelecido. E, como não está no poder, não deve ser prejudicado por uma possível deterioração econômica do país ao longo do ano que vem. Bolsonaro, sim: se o Brasil for mal, ele pagará o preço em popularidade, o que pode beneficiar candidatos mais à direita, como Moro e Doria.

Uma centro-direita que reafirme bandeiras como combate à corrupção e modernização econômica pode crescer frente a um governo que abandonou suas pautas originais para se entregar de corpo e alma ao fisiologismo mais descarado que se tem notícia, no qual centrão e orçamento secreto dão as cartas do jogo. Ademais, com a rejeição elevada do presidente, em algum momento até o mais ardoroso bolsonarista vai se perguntar se é uma boa ideia votar nele no primeiro turno para entregar a vitória de bandeja a Lula.

Quanto ao primeiro ponto —a redução do número de candidatos—, o ideal seria que Moro, Ciro e Doria não concorressem ao mesmo tempo. No entanto, abrir mão da candidatura em nome da terceira via parece fora de questão para pelo menos dois deles (Doria e Ciro). Moro é o que parte de uma intenção de votos mais alta e que mais potencial tem de tirar votos de Bolsonaro, mas é também o mais cru politicamente. Resta esperar que os eleitores elejam um vencedor e esvaziem as outras candidaturas. A meta é louvável, mas não nos enganemos: os ventos sopram contra.

Fonte: Folha de S.Paulo
A Botânica não é uma ciência; é a arte de insultar as flores em grego e em latim. (Jean-Baptiste-Alphonse-Karr, escritor francês, 1808-1890)

CRETENDA

CRETENDA
(Trecho da obra “O maior presente do mundo”)

Afaste-se das multidões e de sua busca vã de fama e ouro.

Jamais olhe pra trás ao fechar a porta ao lamentável tumulto da ganância e ambição.

Limpe as lágrimas de seus fracassos e infortúnios.

Largue seu pesado fardo e descanse até que seu coração esteja sereno.

Fique em paz.

Já é mais tarde do que imagina, porque sua vida terrena, na melhor das hipóteses, é apenas um piscar de olhos entre duas eternidades.

Não tenha medo. Nada neste mundo poderá prejudicá-la, a não ser você mesmo.

Faça o que teme e exulte com essas vitórias com o devido orgulho.

Concentre suas energias.

Estar em toda parte é não estar em parte alguma.

Seja zelosa de seu tempo, já que é o seu maior tesouro.

Reconsidere os teus objetivos.

Todas as grandes realizações foram alcançadas através do trabalho e da espera, então seja paciente.

Ame à todos, até mesmo aqueles que o negam, pois o ódio é um luxo que não devemos nos permitir.

Acima de tudo, lembre-se que é necessário muito pouco para uma vida feliz. Procure. Alcance. Apegue-se a Deus e percorra serenamente a sua trilha para a eternidade com lucidez e sempre com um sorriso.

Quando partir, afinal todos nós iremos partir, que todos digam que o seu legado, foi um mundo melhor do que aquele que você encontrou.

Fonte: http://theophilactos.blogspot.com

FRASES ILUSTRADAS