Conheci a mãe do Gilberto em uma tarde qualquer numa rua central da cidade. Ela era professora, baixinha e transbordava simpatia — o tipo de pessoa que você gosta de graça. O encontro foi mais rápido que Taylor Swift mudando de namorado, mas o melhor ficou para o caminho até o escritório.
Enquanto caminhávamos, o Gilberto me contou que tinha acabado de revelar para a mãe sua intenção de fazer uma vasectomia. Ele e a esposa, já tinham duas meninas e decidiram fechar a fábrica definitivamente.
A reação da boa senhora ao receber a notícia? Um misto de drama grego com desespero materno:
— Meu filho, não faça uma coisa dessas! Tu vais ficar gordo como os porcos!
Sempre muito respeitoso, o Cláudio teve que respirar fundo e dar uma verdadeira aula de anatomia e urologia ali mesmo. Explicou, tim-tim por tim-tim, que o procedimento moderno não tinha absolutamente nada a ver com a castração feita em suínos no interior.
Dona Coruja ouviu tudo em silêncio absoluto. Não comentou uma única palavra — o clássico sinal de que, na cabeça dela, o filho ainda corria o risco de virar um leitão de feira. O Gilberto me contou o causo chorando de rir. E, convenhamos, quem não riria?

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