Aquele que procura a verdade corre o risco de a encontrar. (Manuel Vicent)
sexta-feira, 16 de dezembro de 2022
LUGARES
BALNEÁRIO PIÇARRAS - SC
Balneário Piçarras (originalmente Piçarras) é um município brasileiro do Estado de Santa Catarina. Localiza-se a uma latitude 26º45'50" Sul e a uma longitude 48º40'18" Oeste, estando a uma altitude média de 18 metros. Sua população estimada em 2019 é de 23.147 habitantes. Em 2005, um plebiscito alterou o nome do município de Piçarras para Balneário Piçarras.
MR. MILES
Os templos mais belos do mundo
Nosso entusiasmado viajante
partiu de suas ilhas para uma viagem ao norte da Turquia. Não nos disse nem o
destino nem a razão. Em breve, porém, devemos ter notícias para compartilhar. A
seguir, a correspondência da semana:
Querido Mr. Miles: como grande viajante,
o senhor deve conhecer milhares de templos de todas as religiões. Quais são os
que mais o emocionaram?
Cecilia F. Maia, por email
Well, my dear: antes de mais nada
devo confessar que não sou uma pessoa devotada e não tenho afinidades
religiosas. Admiro os que fazem de sua fé um escudo virtuoso contra as
vicissitudes da vida e, as you know, não gosto nem um pouco dos que levam suas
crenças a outros povos, como se a eles — e apenas a eles — pertencesse a
verdade. A fé, como o whisky, precisa de dosagem adequada. Excesso dela gera o
que chamamos de fanatismo — religioso, político, ideológico — e gera,
unfortunately, as disputas mais sangrentas do planeta, mesmo no século 21.
Forgive me, however, pela
introdução não solicitada, até porque sua pergunta não tem, é claro, nenhuma
manifestação explícita de fé. Trata-se de uma questão objetiva, a qual posso,
sem dúvida, responder. E, nesse caso, admito, a mesma fé que produz cizânia,
pode gerar obras-primas. Fico me perguntando o que seria do mundo sem catedrais,
igrejas, mesquistas, templos budistas, hinduistas, judaicos ou anímicos.
Provavelmente teriamos um planeta menos exuberante, sem muitos dos grandes
mestres da pintura e da escultura e, well, com menos velas — o que não me faria
a menor diferença, I must say.
Meu amigo Tony (N.da.R.: Tony
Wheeler, criador dos guias Lonely Planet), diz, para quem quer ouvir, que tem
um hobby: fazer o que chama de "a lot of templing". Ou seja: aonde
quer que ele vá, com ou sem sua esposa Maureen, visita templos e frequentemente
com eles encanta-se. Há alguns anos, quando esteve na Igreja de São Francisco,
em Salvador, ficou de tal maneira extasiado que prometeu dar um puxão de
orelhas no autor de seu guia sobre o Brasil, pelo fato de ele não ter dado o
devido destaque ao templo.
Os 9 mil templos de Bagan, na
Birmânia (hoje reduzida ao nome Mianmá) são impressionantes. A quantidade já
fala sobre o tamanho da fé que inspirou aquele povo. O templo de Karnak, em
Luxor, é outra obra impressionante de paixão religiosa. However, como quase
todas as demais, sempre fala de um tempo de glória e riqueza de alguma
civilização, infelizmente quase sempre em detrimento de outras.
As mesquitas têm o lindo perfil
de cidades com torres e abóbodas. Eis porque é sempre grandioso vê-las, ainda mais
quando recortadas contra a luz do por-do-sol. Nos templos budistas, a fé parece
vir dos ventos e dos ruídos que quebram um silêncio ancestral. E, nos judaicos,
há um canto atávico de dor e esperança — que subitamente se alegra
vertiginosamente ao celebrar a vida.
Se eu lhe desse uma resposta
objetiva, dear Cecilia, estaria, com certeza, traindo os meandros de minha
memória. Escrevo essas linhas e os templos passam pela minha cabeça com a
velocidade de pássaros coloridos. Vou tentar abstrair a presença da arte, que
faz da Capela Sistina uma obra sem concorrentes. Vou tentar, apenas, mencionar
momentos em que senti enlevado pela força espiritual de algum lugar. Therefore,
cito quatro lugares, para que não se diga que fugi de sua pergunta. A Sainte
Chapelle, em Paris, que nas tardes luminosas filtradas pelos seus milhares de
vitrais torna-se uma floresta de deuses e ninfas; o Panteão de Roma, cujo óculo
central permite a entrada de algum cúmplice iluminado do Universo; os moais de
Tongariki, que embora não sejam um templo formal, levam as pessoas a abaixar-se
em reverência e, last but not least, uma pequena capela sem nome que vi no
caminho para Diamantina, guardada pela chave única de uma vizinha simples e
sorridente — como deveria ser a vida.
Fonte: Facebook
quinta-feira, 15 de dezembro de 2022
RESSENTIMENTO E COVARDIA
Carlos Heitor Cony
Tenho comentado aqui na Pensata, em diversas crônicas, os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação indébita.
No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.
Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação, também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir e dar espaço ao contraditório.
Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira liberdade.
Fonte: Folha de S. Paulo - 16/05/2006
LUGARES
LONDRES - REINO UNIDO
O Palácio de Buckingham é a residência oficial e principal local de trabalho do Monarca do Reino Unido em Londres. Localizado na Cidade de Westminster, o palácio é frequentemente o centro de ocasiões de estado e hospitalidade real. A Troca da Guarda do palácio de Buckingham é um dos programas que mais visitantes atrai em Londres. Wikipédia
NÃO TROPECE NA LÍNGUA
ISSO A GENTE JÁ SABE – CONCORDÂNCIA
--- Ministro treinamentos e venho, há algum tempo, alertando meus alunos a não utilizarem com tanta frequência a expressão a gente, apesar de ser abusivamente utilizada pelos meios de comunicação, jornalistas e apresentadores. Exemplo: A gente se vê amanhã. / A gente tem envidado esforços para diminuir a violência. / A gente acha que está certo. No Aurélio lê-se: “quantidade maior ou menor de pessoas indeterminadas”. É incorreto usar o termo? Se positivo, qual argumentação posso utilizar? Roseana, Joinville/SC
--- Gostaria de informação onde empregar corretamente: a gente vai..., a gente vamos... Karla Salvador, São Paulo/SP
--- No Brasil se usa a expressão a gente todo o tempo. Queria saber como fica a questão do adjetivo depois de a gente. A frase “A gente fica cansada com tanta pergunta!” estaria correta mesmo se o sujeito fosse um homem? O que se ouve dos homens é “A gente fica cansado...” Mônica K. Sant’Anna, São Paulo/SP
Usar a gente como variante de nós é de fato muito comum em nosso país. Trata-se da expressão comunicativa de um “eu ampliado” [eu + você(s), eu + ele/ela(s), eu + todos], classificado como “pronome pessoal” pelos gramáticos Celso Luft e Napoleão Mendes de Almeida; outros o consideram um pronome de tratamento ou indefinido. Nesse ponto pode não haver concordância, todavia é senso comum que o uso de “a gente” deve ser evitado na linguagem formal (ensaios, discursos, teses, dissertações etc.) e abolido de todo na linguagem técnica (uma lei, por exemplo).
Quando for usado coloquialmente, deve-se atentar para sua concordância:
1. o adjetivo concorda com a pessoa que fala:
- a gente fica aborrecida e está cansada de ouvir isso (mulher falando)
- a gente fica aborrecido e está cansado de ouvir isso (homem falando)
2. o verbo fica sempre no singular:
- a gente vai (e não “a gente vamos”), a gente sabe, a gente se interessa, a gente entende...
No entanto, admite-se o verbo na 1ª pessoa do plural quando ele vem na sequência mas distante da palavra “gente”, exatamente pela pluralidade que o falante deseja transmitir: “A gente conversou com o diretor, porém acabamos não pedindo nada, ficamosa ver navios”.
Na era Lula da Silva esse emprego tem se disseminado, já que em seus muitos improvisos o Presidente usa intensivamente a forma “a gente”, por sinal detectada também nos falantes de maior escolaridade.
Vários linguistas têm se ocupado da alternância das formas nós e a gente no português brasileiro. Foi com pessoas de formação universitária completa nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro e Porto Alegre que a professora Célia Regina dos Santos Lopes, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizou pesquisa intitulada “Nós e A Gente no Português Falado Culto do Brasil”. Eis algumas de suas observações e conclusões:
# Há uma diferenciação no emprego de nós e a gente em relação a um uso mais restrito ou mais genérico. Houve maior favorecimento da forma nós nas situações em que o falante expressa sua opinião pessoal. Ao utilizar a gente, o falante se descompromete com o seu discurso, comentando assuntos gerais e não particulares. Na referência a um grupo grande de pessoas, indeterminado e difuso, prefere-se a gente.
# Os falantes jovens empregam mais a gente e os falantes idosos, a forma nós. Os adultos com formação universitária completa estão utilizando as duas formas.
# As mulheres tendem a usar mais a forma a gente do que os homens, e são elas que, “através da escola básica e da família, conduzem os membros da sociedade aos primeiros contatos com a linguagem, iniciando o processo de mudança linguística”.
Fonte: www.linguabrasil.com.br
quarta-feira, 14 de dezembro de 2022
AMAZÔNIA À VENDA
José Horta Manzano
“Aqueles indivíduos bem-intencionados que […] se preocupam com o clima do planeta deveriam dedicar-se a influenciar seus próprios governos no sentido da mudança de padrões insustentáveis de produção e consumo e da utilização de energias renováveis. Nessa área, o Brasil tem muito a oferecer em conhecimento e tecnologia.
Da Amazônia nós estamos cuidando […]. A Amazônia é um patrimônio do povo brasileiro, e não está à venda.”
Não precisa nem dizer que é o autor dessa fala: é evidente que só pode ter saído da boca do capitão. Certo?
Errado! O trecho citado é parte de artigo que a Folha publicou em 2006. Os autores são Celso Amorim, Marina Silva e Sergio Machado Rezende.
É curioso constatar mais uma vez que os extremos se tocam. O tom muda, mas o nó é o mesmo. Bolsonaro já chegou a ameaçar potências estrangeiras ao afirmar que, se ousassem pôr um pé na Amazônia, “a pólvora” iria falar. Amorim e Marina Silva arredondaram o discurso ao proclamar que “a Amazônia não está à venda”, mas a paranoia é a mesma.
Tanto o capitão quanto os petistas não conseguem entender que a preocupação do mundo é com o descaso cúmplice do governo brasileiro diante da acelerada destruição da maior reserva de biodiversidade do planeta. E com as consequências que isso trará para a regulação do clima mundial.
Vamos dar um desconto. O artigo do inefável Amorim e da pasionaria Marina foi escrito 16 anos atrás. Vamos torcer pra que tenham clareado as ideias, já que são ambos cotados para participar do governo Lula. Não custa ter esperança.
Fonte: brasildelonge.com
LUGARES
GENEBRA - SUÍÇA
Genebra é uma cidade na Suíça que fica na parte sul do vasto Lago Léman (Lago de Genebra). Rodeada pelas montanhas dos Alpes e do Jura, a cidade tem vista para o impressionante Mont Blanc. Sede das Nações Unidas e da Cruz Vermelha na Europa, é um centro diplomático e financeiro global. A influência francesa está por toda parte, no idioma, na gastronomia e em bairros boêmios como Carouge. ― Google
GRANDE ANO, 1922
Ruy Castro
Ele teve a Exposição do Centenário, os 18 do Forte, direita vs. esquerda e muito mais
Surpresa! Finalmente nos lembramos de que, a 7 de setembro de 1922, o Rio inaugurou a Exposição Internacional do Centenário da Independência. Foi uma festa da tecnologia e do pensamento, com 14 países presentes, dez meses de duração e três milhões de visitantes.
A Exposição sediou 29 congressos, nos quais se discutiu da indústria pesada à proteção das crianças. Estabeleceram-se intercâmbios, fecharam-se negócios e cientistas brasileiros e estrangeiros se aproximaram. Conhecemos a meteorologia, a estatística e o rádio e regulamentou-se a profissão de arquiteto. Abrigou o primeiro Congresso Feminista e teve até literatura —Gilka Machado fez conferência sobre as escritoras brasileiras. Para muitos, a Exposição representou o verdadeiro encontro do Brasil com a modernidade.
Foi o maior acontecimento de um ano já marcado por eventos que dividiriam a história do Brasil, como a criação do Partido Comunista, por Astrojildo Pereira, em março, e do Centro Dom Vital, por Jackson de Figueiredo, em maio —ali se oficializaram a esquerda e a direita no país. Em junho, os portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral completaram o voo Lisboa-Rio, na primeira travessia aérea do Atlântico Sul. E, em julho, 18 heroicos oficiais saíram do Forte de Copacabana, a pé, pela praia, contra as oligarquias, e levaram bala das tropas federais. Tudo isso aconteceu no Rio.
O Rio de 1922 e a Exposição do Centenário são o tema de uma modesta mostra recém-aberta no Museu Histórico Nacional, no Castelo. Modesta, mas rica. Nela veem-se o filme original da Exposição, a intensa cobertura da imprensa, o show gráfico das capas de revistas cariocas e, ao fundo, a trilha sonora da cidade: Villa-Lobos, Nazareth, Pixinguinha e a pioneira canção de protesto, "Ai, Seu Mé", contra Arthur Bernardes.
Ah, sim. O esplêndido Museu Histórico Nacional também foi fundado em 1922. Grande ano.
Fonte: Folha de S. Paulo - 26/06/2022
terça-feira, 13 de dezembro de 2022
UMA AMEAÇA A MENOS
Vacinação reduz casos de varíola dos macacos pelo mundo
O surto de Mpox, a varíola dos macacos, está deixando de ser uma ameaça à população, em todo o mundo. (A pandemia de coronavírus continua viva e ativa e é provocada por outro tipo de vírus; por isso as autoridades sanitárias recomendam manter o uso da máscara facial e evitar aglomerações).
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), a queda no número de pacientes afetados pelo Mpox passou a ser notada nos Estados Unidos na última semana do mês passado.
Do início do surto até 27 de novembro foram confirmados quase 30 mil pacientes nos EUA; no Brasil, foram comunicados 9.905 casos.
Os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) assinalam atualmente menos de dez casos diários de Mpox.
Os especialistas referem que a taxa diária reduzida de novos casos foi obtida através de vacinação e orientação para comportamento adequado entre pessoas de alto risco de contrair a doença.
No Brasil, as atividades da sala de situação do Ministério da Saúde acompanharam de maio a julho deste ano os casos relacionados ao Mpox.
Em 11 de julho foram encerradas as atividades da sala de situação, e os problemas relacionados ao Mpox ficaram a cargo do setor de doenças crônicas e de infecções sexualmente transmissíveis.
Anteriormente denominada varíola dos macacos, esta virose sofreu alteração para Mpox para evitar estigmas em pacientes do sexo masculino. E, principalmente, porque a denominação é inadequada, já que os macacos não são o reservatório do vírus da varíola.
Fonte: Folha de S. Paulo
segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
A COPA E A MULHER

Gustavo Krause*
Como vem acontecendo em todas os campos da vida, as mulheres estão vencendo a guerra da desigualdade de gênero no futebol
No Qatar, a festa do futebol demonstrou que as mulheres promoveram a mais profunda e silenciosa revolução da história da Humanidade: a revolução feminina, sem bombas e, apesar dos martírios, está em curso. É um processo permanente de luta e de ampliação de conquistas.
A mais antiga e a mais institucionalizada das opressões perdeu espaço, porém está longe de assegurar a plena libertação da oprimida.
Foi muito bonito e animador ouvir a voz da mulher narrar, comentar e arbitrar as partidas de futebol, conversa restrita ao universo masculino. O espaço androcêntrico do futebol foi se rendendo, pouco a pouco, quando as mulheres desmentiram a suposta incapacidade congênita de dominar a bola e empolgar o mundo batendo um bolão.
No meu caso, boleiro contumaz, jamais imaginei que elas fossem capazes da proeza do chute potente, do passe milimétrico, do drible desconcertante e da cabeçada fulminante. Pudera, pensava, como ele vai matar a bola no peito, protuberâncias que são a fonte da vida? Ela não matou, acolheu delicadamente a bola, amansou e acariciou a redonda com a destreza do craque.
Fui seduzido por Marta, mágica, Formiga, perseverante e Cristiane, artilheira.
Seis vezes eleita a melhor do mundo, a alagoana Marta e suas companheiras venceram o mais difícil de todos os obstáculos: o preconceito e a indiferença dos patrocinadores. Eis o grande paradoxo: o país do futebol, pentacampeão do mundo, era restrito aos homens; a Europa e os EUA, mantinham a hegemonia do futebol feminino, heroicamente, perseguidos pelas nossas atletas.
Como vem acontecendo em todas os campos da vida, as mulheres estão vencendo a guerra da desigualdade de gênero. No Brasil, desde setembro de 2020, A CBF anunciou que as jogadoras passariam a receber as mesmas diárias e premiações dos jogadores.
Os EUA, a meca do capitalismo, perceberam que o futebol feminino é um grande negócio e se renderam à decisão judicial que deu ganho de causa à campeoníssima, Megan Rapinoe. A U.S Soccer equiparou a remuneração das seleções masculinas e femininas.
A Copa não é só futebol. É política, também. Foi escancarado o horror vivido pelas mulheres iranianas vítimas de uma “polícia moral” o que reforça minha convicção de que, diferente do falso patriotismo, “último refúgio do canalha” (Samuel Johson), o moralismo é o primeiro refúgio.
Sigo a linha do pensamento de Domênico De Masi: “Junto com a criatividade, a flexibilidade, a emotividade, a estética, um outro valor importante é a feminilização. Isto é, a sociedade pós-industrial não é nem homem, nem mulher: é andrógina”.
*Gustavo Krause foi ministro da Fazenda
Fonte: https://www.metropoles.com
Assinar:
Postagens (Atom)





