terça-feira, 20 de dezembro de 2022

ROMANCE FORENSE

Uma cachacinha oficial...

Em plena sessão do júri popular, o juiz é informado pelo oficial de justiça que uma das testemunhas a ser ouvida, estaria bêbada pois exalava cheiro de álcool e não dizia coisas com nexo.

Ainda assim, para certificar-se da informação e como fora arrolada como testemunha presencial do crime, o magistrado manda chamar o homem para a sua qualificação.

Ele senta-se no lugar apropriado, em cadeira que estava no meio do Plenário, frente ao microfone, e o juiz pede:

- O senhor, por favor, levante-se!

A testemunha ergue-se com alguma dificuldade.

O magistrado pergunta o nome e o endereço da testemunha, cujas respostas são arrastadas.

- O senhor bebe? - questiona em seguida o juiz.

A testemunha, com voz pastosa, mas de olhos arregalados, responde:

- Aceito, doutor, ainda mais o convite vindo do senhor...

Há gargalhadas na plateia e entre os servidores. Estupefatos, o juiz, o promotor e o advogado de defesa fazem uma rápida e informal reunião, concluindo pela imprestabilidade da testemunha presencial, que logo é dispensada por consenso.

Na assentada consta simplesmente que “a testemunha não prestou compromisso e nada mais disse, nem lhe foi perguntado”.

Fonte: www.espacovital.com.br

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